Meteoro cruza o céu sobre a divisa entre RS e SC e explode com brilho intenso Foto: Divulgação
Um bólido, como são classificados os meteoros extremamente brilhantes - cruzou o céu da região Sul do Brasil e produziu uma luz intensa ao explodir sobre a divisa entre os Estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, na madrugada desta segunda-feira, 10.
O fenômeno foi registrado pelo Observatório Heller & Jung. O professor e diretor da instituição, Carlos Fernando Jung, afirmou que a passagem do meteoro durou apenas 2,4 segundos. Ele entrou na atmosfera a uma altitude de 89,7 quilômetros e explodiu a 52,8 quilômetros de altura, com magnitude de -8.9.
"Devido à nova tecnologia de registro e análise por difração de luz que o observatório possui, agora é possível determinar as propriedades químicas dos meteoros", disse Jung. Segundo o professor, as análises mostraram que o meteoro continha mais sódio do que magnésio, o que indica que ele pertence ao grupo dos condritos - meteoritos formados por uma mistura de metal e rocha - do tipo 2A.
"Além de sódio e magnésio, há presença clara de ferro e traços de níquel, metais que costumam aparecer juntos e são típicos das rochas espaciais", explicou Jung. Os metais aumentam a resistência do meteoro, que, ao entrar na atmosfera, brilha com tons esbranquiçados e alaranjados. O intenso teor de sódio indica ainda que o corpo celeste é jovem e pouco exposto ao calor do Sol.
O radiotelescópio MeerKAT, localizado na África do Sul, registrou sinais que confirmam a atividade natural do cometa 3I/ATLAS, um objeto interestelar que atravessa o Sistema Solar.
As observações, realizadas em 24 de outubro, revelaram linhas de absorção de hidroxila em frequências de 1665 e 1667 MHz, fenômeno que indica a presença de moléculas de água se desintegrando sob a ação da luz solar, algo comum em cometas ativos. O registro foi comunicado oficialmente ao portal especializado The Astronomer’s Telegram.
O grupo de pesquisadores destacou que as características detectadas são compatíveis com o comportamento esperado de um cometa em movimento ao redor do Sol. A análise da chamada velocidade heliocêntrica, que mede o deslocamento do corpo em relação ao Sol, ajudou a confirmar que o sinal captado corresponde ao cometa e não a outra fonte cósmica.
Detectar ondas de rádio de corpos celestes é uma prática rotineira na astronomia moderna e, nesse caso, os dados recebidos do 3I/ATLAS ficaram dentro das expectativas científicas.
O cometa 3I/ATLAS passou pelo periélio, ponto de maior aproximação com o Sol, no final de outubro, a cerca de 1,4 unidade astronômica, aproximadamente 210 milhões de quilômetros de distância.
Os cálculos indicam que ele atingirá sua máxima aproximação da Terra em 19 de dezembro de 2025, quando estará a cerca de 270 milhões de quilômetros (ou 1,8 unidade astronômica). A distância é considerada totalmente segura e não representa qualquer risco para o planeta.
Com base nesses resultados, os cientistas já se organizam para novos monitoramentos. A expectativa é de que o cometa continue emitindo sinais de rádio nos próximos meses, especialmente durante sua trajetória de aproximação com Júpiter, prevista para março de 2026.
Nesse período, ele deve chegar a aproximadamente 50 milhões de quilômetros do planeta gigante. A sonda Juno, da NASA, que orbita Júpiter desde 2016, vai tentar interceptar essas ondas de rádio, estimadas entre 50 e 40 MHz, para obter informações mais precisas sobre a composição do cometa e o comportamento de sua coma, a nuvem de gás e poeira que o envolve.
De acordo com as observações telescópicas realizadas até agora, o 3I/ATLAS apresenta um núcleo gelado e uma atividade visível, o que o classifica oficialmente como cometa, e não como asteroide.
Essa distinção é importante porque apenas os cometas exibem a liberação de gases e partículas quando se aproximam do Sol, formando a característica cauda luminosa que pode ser observada em determinadas condições.
O 3I/ATLAS também desperta interesse por outro motivo: ele é um visitante interestelar, ou seja, veio de fora do Sistema Solar. Até hoje, apenas dois outros objetos desse tipo foram confirmados, o 1I/ʻOumuamua, descoberto em 2017, e o 2I/Borisov, detectado em 2019. Isso faz do 3I/ATLAS o terceiro corpo interestelar já identificado pela astronomia moderna, um evento considerado raro e de alto valor científico.
O nome do objeto tem origem em dois elementos. O prefixo “3I” indica que ele é o terceiro corpo interestelar já confirmado, enquanto “ATLAS” faz referência ao sistema de telescópios Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System, responsável por identificá-lo em 2025.
O projeto ATLAS atua no monitoramento de asteroides e cometas próximos da Terra, emitindo alertas de possíveis ameaças, mas também colabora com descobertas científicas de corpos distantes.
Os astrônomos continuam acompanhando o percurso do 3I/ATLAS à medida que ele avança em direção às regiões externas do Sistema Solar. Cada novo registro feito por radiotelescópios como o MeerKAT contribui para ampliar o conhecimento sobre esses objetos que viajam entre as estrelas, trazendo pistas sobre a formação e evolução de sistemas planetários além do nosso.
Da redação do Portal de Prefeitura com informações do Estadão Conteúdo.
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