Encontro realizado no Mercado Cultural reuniu repentistas em duas noites de apresentações; cinco duplas foram classificadas.
23 de setembro de 2026 às 11:18 - Atualizado às 11:45
47º Festival de Violeiros de Gravatá Foto: Divulgação
O 47º Festival de Violeiros de Gravatá levou ao topo do pódio Luciano Leonel e Felipe Pereira. Realizado nos dias 19 e 20 de setembro, no Mercado Cultural, o encontro reuniu cantadores e público em torno da poesia improvisada e da viola.
Hipólito Moura e Raimundo Caetano ficaram na segunda posição, enquanto Miro Pereira e Raulino Silva completaram o pódio. O resultado foi divulgado após as apresentações das duplas.
A manifestação apresentada no festival combina criação poética, canto e acompanhamento instrumental. No repente, a improvisação acontece dentro de regras: os artistas precisam construir versos que respeitem a estrutura da modalidade e mantenham sentido.
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) identifica três fundamentos nessa prática: métrica, rima e oração. A métrica organiza os versos e as estrofes; a rima estabelece correspondências sonoras; e a oração se refere à coerência e à qualidade do conteúdo.
Isso significa que a habilidade do repentista envolve mais do que encontrar palavras com terminações semelhantes. É preciso desenvolver uma ideia e responder poeticamente, preservando a forma exigida pela cantoria. Esses elementos ajudam o público a compreender a complexidade das apresentações e o trabalho dos artistas.
| Colocação | Dupla |
|---|---|
| 1º lugar | Luciano Leonel e Felipe Pereira |
| 2º lugar | Hipólito Moura e Raimundo Caetano |
| 3º lugar | Miro Pereira e Raulino Silva |
| 4º lugar | Antônio Lisboa e João Lourenço |
| 5º lugar | Edvaldo Zuzu e Rogério Menezes |
A relação contempla as cinco duplas classificadas anunciadas pela organização.
O repente foi reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil em novembro de 2021. O registro destaca uma expressão ligada à identidade nordestina, transmitida por seus praticantes e mantida em diferentes espaços de apresentação.
A cantoria articula conhecimentos de linguagem, musicalidade e criação oral. Nos encontros entre duplas, essa tradição ganha uma dimensão pública: o processo de elaboração dos versos faz parte da própria apresentação, acompanhado por quem está na plateia.
Em Gravatá, o festival é realizado pelos poetas Daniel Olímpio e Djair Olímpio, com apoio da Prefeitura, por meio da Secretaria de Turismo, Cultura, Esportes e Lazer.
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