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Fim de semana: museus do Recife tem inauguração de quatro exposições

No Paço do Frevo, abre nesta sexta-feira (8) a mostra temporária "Maracatu - Antropologia Visual", com 40 fotografias, que revelam o olhar etnoartístico sobre a manifestação.

08 de maio de 2026 às 14:40   - Atualizado às 14:43

Museu Paço do Frevo, no Bairro do Recife

Museu Paço do Frevo, no Bairro do Recife Foto: Hugo Muniz

A semana vai terminar com muitas novidades nos museus municipais. No Paço do Frevo, abre nesta sexta-feira, 8 de maio, a mostra temporária “Maracatu - Antropologia Visual”, com 40 fotografias, que revelam o olhar etnoartístico sobre a manifestação, declarada patrimônio cultural, a partir do ponto de vista de diferentes gerações de fotógrafos e registros. 

No sábado (9), será a vez de o MAMAM abrir as portas para três novas mostras: “…aquele cheiro do tempo”, da artista Luciana Borre, “Garateia: Onde Ancora a Memória”, de Shell Osmo, e “Carta ao Desejo”, que promove o diálogo entre obras do acervo do museu e trabalhos de artistas convidados.

Outra mostra fresquinha, que também vale a visita no fim de semana é “Escolas do Barro”, que entrou em cartaz recentemente no Museu de Arte Popular, para celebrar os 40 anos do equipamento. 

Paço do Frevo

A exposição temporária "Maracatu - Antropologia Visual", que ocupará a sala expositiva do térreo do Paço, a partir da noite desta sexta-feira (8), oferece 40 fotografias, que revelam o olhar etnoartístico sobre a expressão, a partir de diferentes olhares e perspectivas: do artista plástico Lula Cardoso Ayres (1910-1987), da antropóloga Katarina Real (1927-2006), do fotógrafo Fred Jordão (1964) e do cineasta July P. (2000). A mostra, que tem curadoria de Augusto Lins Soares, foi contemplada no edital do Sistema de Incentivo à Cultura (SIC) da Prefeitura do Recife e conta com o apoio do Paço do Frevo para sua exibição.

Nesta exposição, os maracatus de baque virado e baque solto se revelam como imagens-tempo, sob a ótica da antropologia visual, ramo da ciência que pesquisa a sociedade por meios imagéticos. Além das fotos, o público contemplará acervo com vídeos sobre Dona Santa, Mestre Salustiano e Chico Science & Nação Zumbi, capas de discos, obras de arte, publicações e indumentárias. 

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O Paço do Frevo (@pacodofrevo) fica na Praça do Arsenal. O ingresso do museu custa R$ 10 e R$ 5 (meia). Às terças, a entrada é livre. 

MAMAM

O Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães (MAMAM) inaugura, a partir das 15h deste sábado (9) nova programação expositiva, que vale por três: com um trio de mostras novas e simultâneas, que atravessam diferentes poéticas e linguagens artísticas, propondo um debate sobre memória, desejo, territorialidade e práticas coletivas.

Uma delas é “Carta ao Desejo”, exposição coletiva, com curadoria de Rebeka Monita, que propõe uma travessia poética com obras de 22 artistas, promovendo o diálogo entre obras do acervo do museu municipal e trabalhos de artistas convidados. A exposição percorre territórios do lúdico, da fabulação e das utopias, acionando a poesia como gesto de transformação. Na abertura, o artista Edson Barrus Atikum apresentará a performance “cercaviva”.

Também estreia neste sábado “…Aquele Cheiro do Tempo”, da artista Luciana Borre, com curadoria de Ana Júlia Ribeiro, que traça uma cartografia das práticas do crochê contemporâneo e investiga a potência das narrativas têxteis como dispositivos de memória, afeto e criação coletiva. 

Completa a programação “Garateia: Onde Ancora a Memória”, exposição solo do artista pernambucano Shell Osmo, com curadoria de Rebecca França. A mostra reúne pinturas, objetos e instalações inspiradas nas vivências ribeirinhas da bacia do Pina, no Recife, transformando o cotidiano das águas e das comunidades que delas vivem em acervo sensível, político e afetivo. As obras reforçam um olhar de cuidado sobre os rios urbanos e os modos de vida ameaçados pela transformação da cidade.

O MAMAM (@mamamrecife) fica na Rua da Aurora, 265. Funciona de quarta a sexta, das 10h às 17h, e sábados e domingos, das 10h às 16h. Acesso gratuito.

Museu de Arte Popular

Já no Museu de Arte Popular estreou recentemente, em comemoração aos 40 anos de atividades, a mostra de longa duração “Escolas do Barro” , que celebra a produção cerâmica pernambucana, sua continuidade e suas geografias. A exposição explora diferentes identidades, características e protagonismos da produção de reconhecidos pólos cerâmicos utilitários e figurativos de Pernambuco, como as cidades de Caruaru, Goiana, Petrolina e Tracunhaém, que se confirmaram verdadeiras escolas de barro, a partir da transmissão oral do saber empírico de artistas que desenvolveram iconografias próprias, dotadas de intenções artísticas e socioculturais, que se relacionam com o meio, inspirando-se nele e também modificando sua realidade.

O Museu de Arte Popular (@map.recife) fica no Pátio de São Pedro, casa 49. Funciona de quarta a domingo, das 10h às 16h. Acesso gratuito.

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