Programação gratuita descentraliza a arte do movimento com ações em Glória do Goitá, Arcoverde, Igarassu e Limoeiro, unindo performances e formação técnica.
Videodança Corpo Onírico Foto: Divulgação
A cena artística pernambucana ganha um fôlego renovado entre os meses de maio e junho de 2026. O Festival PE na Dança chega à sua terceira edição com o objetivo de fortalecer, valorizar e descentralizar a produção coreográfica do Estado. A iniciativa percorre quatro cidades estrategicamente escolhidas para representar diferentes macrorregiões: Glória do Goitá (Zona da Mata Norte), Arcoverde (Sertão), Igarassu (Região Metropolitana) e Limoeiro (Agreste).
O festival reúne uma programação democrática que vai além dos palcos, integrando apresentações artísticas, oficinas formativas, encontros com o público e escutas voltadas à classe profissional. Todas as atividades são totalmente gratuitas, permitindo que a população tenha acesso direto a espetáculos de alta qualidade e ferramentas de profissionalização no setor cultural.
Uma das grandes apostas deste ano é o Cine Dança, uma mostra que promove a exibição de videodanças como “Corpo Onírico”, “Bailarinas em Suspeição”, “Dança Macabra” e “Afluir”. Após as sessões, o público poderá participar de palestras com as realizadoras convidadas, aprofundando o debate sobre a intersecção entre o audiovisual e o movimento.
Além das mostras, o festival foca intensamente na capacitação. Estão previstas oficinas técnicas que ensinam desde a elaboração de projetos e acesso a editais até vivências práticas em Danças Urbanas, Videodança e abordagens sobre corpo, memória e território. O intuito é fornecer subsídios para que artistas locais consigam gerir suas carreiras de forma mais autônoma e eficiente.
A jornada começa em Glória do Goitá, de 15 a 17 de maio, no Centro Cultural Mestre Zé Lopes. Entre os destaques da abertura estão a aula-espetáculo da Mestra Nice Teles e a apresentação do solo "EMORIÔ", de Wanderson Henrique da Rocha (Catito).
Em seguida, o festival ruma para o Sertão, instalando-se no Sesc Arcoverde entre 29 e 31 de maio. Nesta etapa, o destaque fica para a performance urbana “A cidade projetada em mim, foi pensada para quais corpos?”, de Gabi Beneditta, e a exibição de trabalhos desenvolvidos por núcleos de pesquisa locais.
No mês de junho, é a vez de Igarassu (5 a 7 de junho) receber as ações no Centro de Artes e Cultura, com apresentações focadas em ancestralidade e cultura afro-brasileira. O encerramento acontece em Limoeiro, de 12 a 14 de junho, no Centro de Criação Galpão das Artes, culminando com o espetáculo “Pisadas”, do Grupo Manifesto Cultura Popular.
Mais do que um evento de exibição, o projeto busca criar espaços de diálogo através de bate-papos sobre processos criativos e escutas públicas intituladas "A dança é para todos!". Esses momentos permitem que a plateia e os artistas troquem experiências, humanizando a relação entre quem produz e quem consome arte no interior e na capital.
A circulação de espetáculos pelas quatro macrorregiões garante que a diversidade da dança pernambucana que transita entre o popular, o urbano e o contemporâneo e seja celebrada em sua totalidade. Com uma programação que une a plasticidade do corpo à tecnologia do vídeo, o festival se consolida como um dos principais calendários culturais do Estado neste semestre.
O foco em levar conhecimento técnico e apresentações de impacto para fora do eixo central do Recife reforça o papel da arte como motor de desenvolvimento humano. Se a população abraçar as oficinas e exibições, o festival terá cumprido sua missão de mostrar que a dança é, acima de tudo, uma linguagem universal de ocupação dos espaços públicos.
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O evento é uma ação artística itinerante criada para anunciar a chegada do festival de mesmo nome aos municípios participantes no estado.
Durante o dia, os municípios recebem polos e ativações artísticas além de atividades formativas, e à noite iniciam os shows do palco Pernambuco Meu País.
A expectativa é de que o evento movimente R$ 20 milhões e atraia mais de 170 mil pessoas para a cidade. Cada município da itinerância recebe cinco dias do evento.
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