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Ariano Suassuna tem título de Patrono da Cultura do Recife aprovado pela Câmara

Proposta reconhece a trajetória do escritor e sua contribuição às expressões populares nordestinas; texto segue para sanção do Executivo municipal.

17 de setembro de 2026 às 09:41   - Atualizado às 10:00

O legado de Ariano Suassuna

O legado de Ariano Suassuna Foto: Divulgação/Acervo Familiar

A Câmara Municipal do Recife aprovou o projeto que declara Ariano Suassuna Patrono da Cultura da cidade. A homenagem ao escritor, dramaturgo e professor passou por primeira e segunda discussão na terça-feira, 15 de setembro.

A iniciativa destaca a contribuição de Ariano para a cultura e sua ligação com o Recife, cidade onde desenvolveu grande parte da produção artística e da carreira acadêmica. O título também remete à defesa das tradições populares que marcou sua atuação pública.

Do interior paraibano à vida no Recife

Nascido em 16 de junho de 1927, na atual João Pessoa, Ariano passou parte da infância em Taperoá, no Sertão da Paraíba. O contato com o teatro de mamulengos e os desafios de viola influenciou sua escrita.

Ele passou a viver no Recife em 1942. Na Faculdade de Direito, conheceu Hermilo Borba Filho, com quem fundou o Teatro do Estudante de Pernambuco.

A cidade acompanhou sua formação como autor e professor. Em 1956, Ariano deixou a advocacia para ensinar Estética na Universidade Federal de Pernambuco, onde permaneceu até a aposentadoria, em 1994.

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Literatura e cultura popular

Entre suas obras estão “Auto da Compadecida”, escrito em 1955, “O Santo e a Porca” e “Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta”. A produção reúne referências do imaginário sertanejo, humor e tradições populares.

No Recife, Ariano também iniciou o Movimento Armorial, lançado em 1970. A proposta aproximou diferentes linguagens artísticas das expressões tradicionais do Nordeste, reunindo música, literatura e artes visuais.

Eleito para a Academia Brasileira de Letras em 1989, o escritor morreu no Recife em 23 de julho de 2014, aos 87 anos.

Aprovado, o Projeto de Lei Ordinária 262/2026, que tem como autor o vereador Rinaldo Junior, retoma essa trajetória para associar oficialmente o nome do artista à cultura da capital pernambucana. O texto segue para análise do Executivo municipal. Se sancionado, o reconhecimento será então formalizado na legislação municipal.

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