Descubra o erro comum no chuveiro que queima a resistência. Créditos: Reprodução/Divulgação
Todo mundo já fez isso sem pensar: abre o chuveiro, sente a água gelada e, num reflexo, fecha o registro para "esquentar mais rápido". Mas esse gesto simples, repetido diariamente em milhares de lares brasileiros, esconde um problema grave. Técnicos em elétrica residencial alertam que reduzir o fluxo de água força a resistência a trabalhar superaquecida, acelerando sua queima e inflando o consumo de energia sem que o morador perceba.
O que parece uma economia de água vira armadilha. Com pouco fluxo, a resistência não é resfriada adequadamente pela água, atingindo temperaturas além do limite seguro. Resultado? Desgaste acelerado, quebras frequentes e uma conta de luz que chega como uma surpresa amarga no fim do mês.
Imagine a resistência do chuveiro como o coração do aparelho: ela precisa de água circulando para dissipar o calor gerado. Quando o registro fica semi-fechado, esse fluxo diminui drasticamente, expondo partes do elemento ao ar quente. "A maioria das queimas não vem de defeito de fábrica, mas de uso inadequado no dia a dia", explica um técnico experiente em instalações residenciais.
Esse superaquecimento cria microfissuras na resistência ao longo dos dias. Um banho aqui, outro ali, e de repente o aparelho para de funcionar no meio do inverno. Famílias relatam trocas constantes, gastando de R$ 50 a R$ 150 por peça nova, sem contar o tempo perdido com encanadores e eletricistas.
No Brasil, onde o chuveiro elétrico responde por até 25-30% do consumo residencial de energia em regiões frias, esse erro se multiplica por milhões de residências. Especialistas apontam que ele é o principal motivo de chamadas para manutenção em épocas de baixa temperatura.
Reduzir o fluxo não só queima a resistência, mas faz o chuveiro consumir mais eletricidade. Sem água suficiente, o aparelho demora mais para atingir a temperatura ideal, mantendo a potência máxima ligada por tempo extra. Um banho de 10 minutos pode virar 15 ou 20, elevando o gasto de 1 kWh para até 2 kWh por uso.
Considere um modelo comum de 6.800 W: em alta temperatura com fluxo baixo, o custo por banho salta para R$ 1,80 ou mais, dependendo da tarifa local. Para uma família de quatro pessoas, isso soma R$ 50-100 extras mensais.
Nem sempre a queima vem de surpresa. Observe se seu chuveiro apresenta:
Cheiro de queimado ou faíscas exigem desligamento imediato. Esses sinais aparecem semanas antes da falha completa.
Outro erro comum agrava tudo: trocar a chave de verão para inverno com o chuveiro ligado. Isso causa curto-circuito. Sempre desligue antes.
A boa notícia? Corrigir é simples. Mantenha o registro em fluxo médio a alto, especialmente em modo quente. Assim, a água resfria a resistência naturalmente.
Com o frio de dezembro, o erro do fluxo baixo dispara as chamadas de emergência. Famílias de diversas regiões relatam picos de queixas.
Especialistas e fabricantes como a Lorenzetti reforçam: o chuveiro dura 5-10 anos com uso correto, contra 1-2 anos usado de forma inadequada. Ensine as crianças a não mexer no registro durante o banho.
Modelos modernos com ajuste eletrônico ajudam, mas o hábito manual ainda é o vilão número um. Pesquisas mostram que 60% dos brasileiros ainda fecham o fluxo por engano.
Evite horários de pico e feche o registro ao ensaboar-se, economia de luz e água.
Adote essas mudanças e veja a diferença na próxima fatura. Seu chuveiro elétrico agradece, sua carteira respira aliviada e o banho volta a ser prazeroso.
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Fonte: OpenWeather
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