O sol pode acelerar o envelhecimento da pele sem que você perceba. Imagem de Freepik
O sol é uma presença constante na vida dos brasileiros. Para muitos, ele representa saúde, bem-estar e até alegria. No entanto, por trás dessa imagem positiva, esconde-se um perigo silencioso: a radiação ultravioleta (UV). Mesmo em dias nublados ou dentro de casa, os raios UVA e UVB penetram na pele e provocam danos que, ao longo do tempo, se transformam em rugas, manchas, flacidez e, em casos graves, câncer de pele. O problema é que, na maioria das vezes, esses efeitos só aparecem anos depois, quando já é tarde demais para reverter completamente os danos.
Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de pele representa mais de 30% de todos os tumores malignos registrados no Brasil. Em 2025, estima-se que o país tenha mais de 229 mil novos casos da doença, sendo a maioria do tipo não melanoma, que está diretamente relacionado à exposição solar sem proteção. Além disso, pesquisas recentes mostram que cerca de 65% dos brasileiros não usam protetor solar diariamente, o que aumenta ainda mais o risco de envelhecimento precoce e doenças graves.
O envelhecimento da pele pode ser dividido em dois tipos: o cronológico, que ocorre naturalmente com o passar dos anos, e o fotoenvelhecimento, causado pela exposição excessiva ao sol. Enquanto o primeiro é inevitável, o segundo pode ser prevenido com cuidados simples, mas muitas pessoas ignoram essa diferença. Os raios UVA penetram profundamente na derme, degradando o colágeno e a elastina, substâncias responsáveis pela firmeza e elasticidade da pele. Já os raios UVB atingem a epiderme, causando queimaduras e mutações no DNA das células.
Com o tempo, a exposição contínua ao sol leva ao surgimento de rugas finas, manchas escuras (hiperpigmentação), pele áspera e até vasinhos aparentes. O pior é que esses sinais aparecem de forma gradual, muitas vezes sem que a pessoa perceba. Um estudo publicado na revista Journal of The European Academy of Dermatology and Venereology mostrou que uma mulher que usou protetor solar apenas no rosto durante 40 anos, mas não no pescoço, apresentou uma diferença visível de envelhecimento entre as duas áreas. O pescoço, exposto ao sol, estava mais enrugado e manchado do que o rosto protegido.
O dano causado pelo sol é cumulativo. Isso significa que cada exposição, mesmo que curta, contribui para o desgaste da pele ao longo da vida. Muitas pessoas acreditam que só precisam se proteger nos dias de sol forte ou durante as férias, mas a verdade é que os raios UVA estão presentes o ano todo, mesmo em dias nublados ou dentro de casa. Eles atravessam vidros e nuvens, atingindo a pele de forma silenciosa e constante.
Além disso, a exposição solar sem proteção pode causar imunossupressão local, ou seja, enfraquece o sistema de defesa da pele, deixando espaço para células anormais se multiplicarem. Isso aumenta o risco de câncer de pele, especialmente o melanoma, o tipo mais agressivo da doença. Segundo especialistas, não há garantia de que a exposição ao sol seja suficiente para evitar a deficiência de vitamina D, já que fatores como idade, tom de pele e condições de saúde influenciam na produção dessa vitamina.
O protetor solar é o principal aliado na prevenção do fotoenvelhecimento e do câncer de pele. Ele funciona como uma barreira física e química contra os raios UV, reduzindo a incidência de lesões e alterações irreversíveis na pele. Dermatologistas recomendam o uso diário de protetor solar com fator de proteção (FPS) 30 ou superior, mesmo em dias nublados ou dentro de casa. É importante reaplicar o produto a cada duas horas ou após nadar e suar.
Além do FPS, é fundamental escolher um protetor solar de amplo espectro, que proteja contra UVA e UVB. Produtos com ingredientes antioxidantes, como vitamina E e ácido hialurônico, potencializam a defesa da pele, neutralizando radicais livres e reduzindo processos inflamatórios. O uso regular do protetor solar não só previne rugas e manchas, mas também melhora a textura e a luminosidade da pele.
Mesmo com todos os cuidados, às vezes acontece de tomar sol sem proteção e sofrer uma queimadura solar. Nesses casos, é importante agir rapidamente para reduzir o desconforto e acelerar a cicatrização. A primeira conduta é interromper toda exposição ao sol até a recuperação da pele. Recomenda-se aplicar compressas frias e usar loções calmantes para aliviar vermelhidão e ardência. Em situações de queimaduras extensas ou com bolhas, buscar avaliação médica é fundamental.
A conscientização sobre os riscos da exposição solar sem proteção é fundamental para prevenir doenças de pele. Adotar medidas protetivas e difundir informação ajuda a reduzir queimaduras e diminuir a incidência futura de câncer de pele.
Nos últimos anos, surgiu um movimento entre jovens que defende o uso de óleos e substâncias caseiras como substitutos do protetor solar. Especialistas alertam que esses produtos não protegem contra os danos da radiação UV e podem até potencializar queimaduras, acne e irritações.
Além do sol, a poluição também acelera o envelhecimento da pele. Poluentes ambientais aumentam a produção de radicais livres, que danificam as células e intensificam o surgimento de manchas, rugas e flacidez. Esse efeito é amplificado pela exposição solar.
Apesar da importância para a saúde pública, o protetor solar ainda não é tratado como um item essencial no Brasil. Enquanto políticas públicas não avançam, cabe à população adotar hábitos de proteção solar diária e cuidados constantes.
Dermatologistas reforçam que o uso regular do protetor solar reduz significativamente o risco de câncer de pele, protege contra queimadura solar, previne o envelhecimento precoce e controla doenças como melasma e rosácea.
O sol afeta todos os tipos de pele, mas de formas diferentes. Pessoas de pele clara são mais suscetíveis a queimaduras e ao câncer de pele, enquanto pessoas de pele negra também sofrem com manchas e irregularidades de tom. O uso diário do protetor solar é fundamental para todos.
Apesar dos riscos, o sol também traz benefícios para a saúde mental, como a síntese de vitamina D e a melhora do humor. O segredo é aproveitar com equilíbrio.
A educação é fundamental para mudar hábitos e prevenir doenças de pele. Campanhas como o Dezembro Laranja reforçam a importância da proteção solar e dos cuidados diários.
Com o aumento da incidência de câncer de pele e o envelhecimento da população, a proteção solar diária tende a se tornar uma prioridade nacional, acompanhada de novas tecnologias e políticas públicas voltadas à saúde.
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