Extensões populares de Chrome e Edge infectaram 4,3 milhões de usuários. Créditos: Browser Security/Spyware
Milhões de navegadores ao redor do mundo foram transformados em ferramentas de vigilância sem que os donos percebessem. Pesquisadores de cibersegurança revelaram na última semana uma operação criminosa que durou sete anos, usando extensões aparentemente inofensivas do Chrome e Edge para coletar dados sensíveis. Chamada de ShadyPanda, a campanha acumulou mais de 4,3 milhões de instalações antes de ser exposta.
Tudo começou de forma discreta, lá por 2018, quando desenvolvedores publicaram apps de produtividade e papéis de parede. Essas extensões ganharam selos de "Em Destaque" e "Verificado" nas lojas oficiais, construindo uma base sólida de usuários confiantes. O golpe genial: as lojas revisam o código só na submissão inicial, ignorando atualizações futuras que viriam a ser letais.
Em 2023, cerca de 145 extensões, a maioria no Edge, entraram em ação com truques sutis. Elas inseriam links de afiliados em sites como Amazon e eBay, garantindo comissões ilegais para os criminosos sem alertar as vítimas. Ao mesmo tempo, vendiam históricos de navegação via Google Analytics, lucrando com padrões de cliques e buscas pessoais.
O que parecia uma jogada menor escondeu o verdadeiro plano. Usuários clicavam achando que estavam seguros, enquanto seus hábitos eram mapeados. Essa fase gerou confiança e volume: imagine milhões de dados anônimos virando ouro para os hackers.
No início de 2024, o tom mudou para agressivo. Extensões como "Infinity V+" redirecionavam buscas para sites maliciosos como trovi.com, manipulando resultados em tempo real e roubando termos digitados. Cookies de login eram enviados para servidores remotos, abrindo portas para roubos de identidade.
Cinco extensões antigas, com 300 mil instalações, receberam atualizações fatais em meados de 2024. Elas criaram um "framework" que checava servidores a cada hora, baixando e executando códigos JavaScript com acesso total ao navegador. Isso é um backdoor clássico: porta aberta para ransomware ou espionagem profunda.
Os dados coletados eram impressionantes e aterrorizantes:
Códigos ofuscados enganavam análises, e o malware se disfarçava ao detectar ferramentas de desenvolvedor. Felizmente, essas cinco foram removidas, mas o estrago já estava feito.
Ainda em 2025, cinco novas extensões no Edge, incluindo a "WeTab New Tab Page" com 3 milhões de downloads, assumiram o controle. Elas monitoram cliques de mouse em pixels exatos, tempo de permanência em páginas e até rolagens de tela. Tudo vai para 17 domínios, muitos ligados a servidores chineses via Baidu.
Pense no que isso significa no dia a dia. Toda pesquisa, todo login em banco ou rede social, vira mercadoria. A WeTab lê localStorage, sessionStorage e cookies, expondo senhas salvas e sessões ativas. É vigilância total, pior que câmeras em casa.
Essa persistência vem da falha sistêmica: atualizações automáticas, pensadas para segurança, viram vetores de ataque. Criminosos exploram a confiança nas lojas do Google e Microsoft, que não monitoram pós-aprovação.
Especialistas da Koi Security, que destrincharam o caso, alertam: ShadyPanda não é amador. O grupo evoluiu de fraudes leves para RCE (execução remota de código), provando paciência letal no cibercrime.
Você pode estar infectado agora mesmo. Verifique suas extensões: remova as desnecessárias e priorize desenvolvedores conhecidos. Sinais de alerta incluem redirecionamentos estranhos, CPU alta ou anúncios invasivos.
Aqui vão passos práticos para proteção imediata:
Empresas devem impor políticas de allow-list, limitando installs a apps aprovados. O relatório da Koi reforça: sem monitoramento contínuo, milhões seguem vulneráveis.
Essa saga expõe a fragilidade da web cotidiana. Usuários comuns viram alvos de uma guerra silenciosa, onde um clique inocente em 2018 ainda ecoa em 2025. Fique atento, revise agora e compartilhe: sua privacidade depende disso. O próximo update malicioso pode ser amanhã.
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