Descubra urgente por que jogar papel higiênico no vaso entope encanamentos. Imagem de Freepik
Uma simples descarga pode virar pesadelo financeiro e ambiental. No Brasil, jogar papel higiênico no vaso sanitário parece prático, mas esconde riscos graves para residências e cidades inteiras.
Essa prática comum gera milhares de chamadas para desentupidoras anualmente, especialmente em regiões com infraestrutura precária. Famílias acabam gastando fortunas em reparos que poderiam evitar com um hábito simples.
O problema vai além do banheiro: afeta rios, fossas sépticas e até a conta de água. Entenda agora os motivos técnicos que especialistas alertam há anos.
Muitas tubulações no país são antigas, com diâmetros estreitos e curvas acentuadas que facilitam o acúmulo de resíduos fibrosos. Baixa pressão nas descargas residenciais não empurra o papel com força suficiente, criando obstruções progressivas.
Cerca de 47% da população não tem acesso à rede de esgoto adequada, dependendo de fossas sépticas que processam apenas dejetos orgânicos. Nessas estruturas, o papel higiênico sobrecarrega o sistema, exigindo limpezas caras e frequentes.
Em cidades como Belo Horizonte, empresas de saneamento registram 150 reclamações diárias de entupimentos, totalizando mais de 50 mil por ano só na região metropolitana. O papel é um dos vilões principais, agravando um caos nacional.
Diferente dos Estados Unidos ou Europa, onde papéis se desintegram rapidamente em água turbulenta, os produtos nacionais, muitas vezes de folha dupla ou tripla, resistem à dissolução. Testes mostram que apenas 1 em 11 marcas se despedaça adequadamente.
Engenheiros como Lucas Fuess, da USP, explicam que a hidrossolubilidade baixa causa bloqueios em grades de estações de tratamento. Isso reduz a eficiência e eleva custos para todos.
A lei não obriga desintegração rápida, deixando consumidores vulneráveis. Marcas adicionam aditivos para maciez, mas isso compromete o fluxo no encanamento local.
Quando o papel não dissolve, chega a rios e oceanos sem tratamento, poluindo águas e afetando a biodiversidade. No Brasil, onde só metade do esgoto coletado é tratado, isso amplifica a contaminação de lençóis freáticos.
Fossas sobrecarregadas liberam fibras de celulose para o solo, comprometendo mananciais de água potável. Estima-se que resíduos sólidos como esse contribuam para emissões de metano em aterros alternativos.
Especialistas divergem: alguns defendem papel desintegrável regulado, como na Holanda, onde reaproveitam celulose. Aqui, o "menos pior" ainda é o cesto.
Instale uma lixeira com tampa e pedal perto do vaso – simples, higiênica e elimina riscos imediatos. Em prédios novos com alta pressão e rede moderna, teste com moderação, mas priorize o cesto em dúvidas.
Empresas como Roca recomendam verificar a infraestrutura local antes de mudar hábitos. O Marco Legal do Saneamento prevê 90% de cobertura até 2033, mas exige R$ 70 bilhões anuais em investimentos.
Para quem viaja, fique atento: em hotéis ou casas alugadas, o cesto evita constrangimentos. E lembre: lenços umedecidos e absorventes nunca vão para o vaso, pioram tudo.
Adote rotinas preventivas para um banheiro sem surpresas:
Moradores de áreas rurais ou com fossas biodigestoras ganham mais: evitam contaminações e prolongam a vida útil do sistema.
Mudar esse costume cultural parece desafiador, mas os números impressionam: quase 100 milhões sem coleta de esgoto enfrentam riscos diários. Famílias que adotaram o cesto relatam zero entupimentos em anos.
O debate nacional urge por soluções sistêmicas, como padrões obrigatórios para papel higiênico. Enquanto isso, o cesto com tampa vira aliado indispensável, transformando um gesto banal em ato de responsabilidade coletiva. Proteger o encanamento hoje evita dores de cabeça amanhã e preserva recursos para gerações futuras.
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