Chá de rooibos acessível é apontado por especialistas como recurso natural eficaz. Imagem gerado por IA
O chá de rooibos, feito a partir das folhas de um arbusto nativo da África do Sul, está ganhando espaço nas discussões sobre saúde devido aos seus benefícios naturais únicos. Livre de cafeína, essa bebida tradicional é valorizada tanto pela cultura local quanto por pesquisadores engajados em estudar seu impacto no organismo.
Originário das montanhas de Cederberg, o rooibos foi inicialmente consumido pelo povo Khoisan e, desde o início do século XX, começou a ser cultivado comercialmente. Somente nos anos 1960, suas propriedades antioxidantes e potenciais terapêuticos passaram a ser investigados pela ciência.
Estudos científicos apontam o rooibos como fonte natural de antioxidantes, substâncias que protegem as células contra danos provocados por moléculas nocivas e ajudam a combater inflamações no corpo. Esse duplo benefício despertou o interesse de pessoas que buscam alternativas acessíveis para promover saúde.
A preocupação com a saúde intestinal aumentou após pesquisas ligarem distúrbios digestivos, como síndrome do intestino irritável e dispepsia, à inflamação crônica e transtornos autoimunes. Hoje, cerca de 40% da população mundial lida com algum tipo de problema digestivo, principalmente mulheres.
Pesquisadores testaram extratos feitos do rooibos fermentado e não fermentado em células intestinais suínas, similares às humanas, para entender se o chá fortaleceria a barreira intestinal, uma defesa fundamental contra toxinas e inflamações.
Quando essa barreira está comprometida, o organismo fica propenso ao chamado “intestino permeável”, o que pode causar desconfortos digestivos persistentes e inflamações crônicas.
O modo de processamento do rooibos determina a concentração de polifenóis, compostos antioxidantes e anti-inflamatórios. Dois deles se destacam: a aspalatina, exclusiva do rooibos, e a notofagina, que atuam no combate ao estresse oxidativo.
Os dados mais recentes revelam que o rooibos fermentado contribui para a redução da inflamação intestinal, enquanto o não fermentado fortalece o revestimento dos intestinos. Esses resultados surgiram após testes em ambiente laboratorial com células expostas a toxinas bacterianas.
A pesquisa sugere que o rooibos pode ser utilizado em suplementos e alimentos funcionais destinados à saúde intestinal, ampliando sua relevância em práticas sustentáveis e preventivas.
Além de ser considerado seguro e fácil de consumir, o rooibos é uma alternativa de baixo custo que pode ser incorporada ao dia a dia de quem busca melhorar o bem-estar e a saúde digestiva sem grandes investimentos.
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