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GLEISI HOFFMANN RECIFE: ‘reconhecimento HISTÓRICO’, diz presidente nacional do PT sobre STF manter direitos políticos de DILMA ROUSSEFF

A declaração foi em entrevista ao Portal de Prefeitura na manhã desta sexta (22), no bairro de Boa Viagem.

22 de setembro de 2023 às 18:32

Em entrevista ao Portal de Prefeitura nesta sexta-feira, 22 de setembro, no Recife, a presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, a deputada federal Gleisi Hoffmann, classificou como 'reconhecimento histórico' a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de manter os direitos políticos da ex-presidente Dilma Rousseff.

"Acho isso muito importante. É um reconhecimento histórico. Nós diziamos que isso ia acontecer, que aquele impeachment era um golpe, e que aquilo era uma agressão com a presidenta Dilma. Acho que a luta foi feita, ela também foi importante nessa resistência e esse reconhecimento vem pra corrigir o erro histórico", disse a parlamentar.
Assista:

[video width="1080" height="1920" mp4="https://storage.googleapis.com/uploads.portaldeprefeitura.com.br/2023/09/Gleisi-Hoffmann-recife-PT.mp4"][/video] A fala da petista foi após coletiva de imprensa que prenuncia os rumos da sigla no estado. Até este sábado (23), haverão outros encontros com a participação de Gleisi e partidários para definir, inclusive, disse ela, o posicionamento na capital pernambucana. Leia também: >>> VÍDEO: HUMBERTO COSTA é confirmado para disputar o GOVERNO DE PERNAMBUCO em 2026, afirma presidente do PT-PE ENTENDA O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta sexta-feira, 22 de setembro, para rejeitar seis ações que questionam a manutenção dos direitos políticos da ex-presidente da República Dilma Rousseff (PT) após o impeachment. Ela perdeu o mandato em 2016, mas o processo de impeachment foi dividido, o que permitiu que os senadores votassem de forma autônoma a cassação do cargo, por crime de responsabilidade, e a suspensão dos direitos políticos. O resultado foi que a petista precisou deixar o Palácio do Planalto, mas manteve a prerrogativa de disputar eleições e assumir cargos na administração pública. Dilma foi candidata ao Senado em 2018, mas não se elegeu, e hoje é presidente do Novo Banco do Desenvolvimento (NBD), o banco do Brics. A ministra Rosa Weber, presidente do STF, é relatora dos processos e votou para rejeitar todas as ações. Ela foi acompanha até o momento por Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Edson Fachin, Dias Toffoli e Cristiano Zanin. Rosa argumentou que o impeachment é um processo político e que o tribunal não deve interferir na decisão do Senado. “Importa ter presente o resultado das votações para reconhecer a discrepância de quantitativo de votos dados nas primeira e segunda votações, bem como a diversidade dos quesitos postos em votação, a não permitir sejam confundidos ou tomados pelo mesmo objeto. O quórum constitucional foi alcançado para a perda do cargo, enquanto tal não se verificou no que diz com a inabilitação, a afastar a razoabilidade da pretendida substituição, pela via judicial, do mérito realizado no âmbito do próprio Senado Federal”, defendeu. Ela foi a única que apresentou voto escrito. Os ministros analisam ações que aportaram no tribunal ainda na época do processo de impeachment. Ao todo, são seis mandados de segurança movidos pelo PSL, PSDB e Rede Sustentabilidade, pelo senador Magno Malta (PL-ES), pelo deputado José Medeiros (PL-MT) e pelo ex-senador Álvaro Dias (Podemos-PR) para anular a decisão que manteve os direitos políticos de Dilma e proibir votações separadas em processos de impeachment. A Constituição estabelece que o presidente do STF conduza o processo de julgamento do Presidente da República por crime de responsabilidade. Na época, o ministro Ricardo Lewandowski, hoje aposentado do Supremo Tribunal Federal, assumiu a função. Foi ele quem autorizou, a pedido da bancada do PT, a votação em duas etapas. O julgamento sobre os direitos políticos de Dilma ocorre no plenário virtual do Supremo. Faltam os votos de André Mendonça, Kassio Nunes Marques, Luiz Fux, Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes. Da redação do Portal com informações do Estadão Conteúdo

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