William Bonner deixa o Jornal Nacional e inicia novo ciclo no Globo Repórter. Foto: Victor Pollak/Tv Globo
Após 29 anos de uma trajetória brilhante e marcada por grandes coberturas no Jornal Nacional, William Bonner entrega a bancada para César Tralli e inicia uma das mudanças mais emblemáticas da televisão brasileira: Bonner passa a integrar o time do Globo Repórter, em um movimento planejado e que promete transformar a atração e o modo de contar histórias na Globo.
A despedida de William Bonner foi cercada por emoção e homenagens de colegas e famosos. Considerado um dos maiores jornalistas do país, Bonner acumulou ainda a função de editor-chefe, tornando-se referência para diferentes gerações de profissionais e espectadores. O clima nos bastidores era de celebração por uma carreira histórica, mas também de expectativa para os próximos capítulos.
O “boa noite” de Bonner, marca registrada no telejornal, se tornou elemento de afeto para milhões de brasileiros. Sua saída, contudo, foi recebida com maturidade por um público cada vez mais plural e por um mercado que entende a renovação de talentos como algo necessário para a vitalidade da televisão.
A chegada de Bonner ao Globo Repórter representa a realização de um sonho antigo do jornalista, que sempre admirou o formato do programa e a possibilidade de explorar reportagens em profundidade sobre temas universais e locais. Agora, ao lado de Sandra Annenberg, Bonner terá a missão de levar ao público histórias impactantes e dar novo ritmo à atração semanal.
O programa ganha fôlego para contextualizar grandes assuntos com apuro, qualidade narrativa e olhar humano.
Bonner fará uso de sua experiência para fortalecer a credibilidade e o alcance do Globo Repórter.
Reportagens especiais e investigações aprofundadas passam a ter ainda mais espaço na grade da emissora.
A dança das cadeiras provocada pela migração de Bonner movimentou todo o jornalismo da emissora. César Tralli assume o Jornal Nacional ao lado de Renata Vasconcellos, dando sequência a uma dupla de peso. A função de editor-chefe fica com Cristiana Sousa Cruz, nome de destaque na produção do telejornal há seis anos.
Além disso, Roberto Kovalick e Tiago Scheuer passam a comandar outros programas importantes da casa, mantendo o compromisso da Globo com informação responsável, plural e de interesse nacional.
A decisão de trocar um telejornal diário por um semanal veio acompanhada de uma mudança significativa de ritmo para Bonner. Ele deixa para trás o salário de R$ 900 mil mensais do Jornal Nacional, passando a receber cerca de R$ 200 mil no Globo Repórter. A redução de 78% reflete não só a diferença entre os formatos, mas também o desejo do profissional de investir mais tempo na família e em projetos paralelos.
Segundo fontes ligadas à Globo, Bonner busca agora mais qualidade de vida, conciliando o reconhecimento profissional com uma rotina menos extenuante e maior liberdade criativa.
No Globo Repórter, Bonner pretende imprimir uma abordagem ainda mais humanizada às histórias, ampliando o espaço para temas sociais, questões ambientais e temas do cotidiano que conectam o brasileiro ao mundo. O programa, que já é referência em reportagens documentais, deverá explorar novos formatos, entrevistas exclusivas e expedições especiais.
A transição foi planejada por cinco anos dentro da emissora, com protocolos para garantir que a troca fosse suave e sem impacto negativo na audiência. Apesar dos temores iniciais, o Jornal Nacional manteve estabilidade nos números após a saída de Bonner, mostrando que o público absorveu bem a renovação.
Com coberturas históricas de eleições, crises políticas e eventos mundiais, Bonner chega à nova fase aos 61 anos consolidado como um dos maiores nomes do jornalismo nacional. Seu legado permanece vivo, inspirando colegas e jovens profissionais a apostar em credibilidade, pluralidade e inovação.
A aposta é que, além de reportagens especiais com profundidade e sensibilidade, o Globo Repórter ganhe novo vigor e revele ao público histórias surpreendentes e pouco conhecidas. O diálogo entre experiência e renovação deverá fortalecer não apenas a audiência, mas também o papel do programa como documento vivo do Brasil contemporâneo.
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