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Você teve um Walkman ou um Discman nos anos 90? A marca por trás deles está de volta

A marca japonesa ficou conhecida pela inovação, modernidade e pelos preços acessíveis.

Cami Cardoso

01 de julho de 2025 às 13:03   - Atualizado às 13:34

Você teve um Walkman ou um Discman nos anos 90? A marca por trás deles está de volta

Você teve um Walkman ou um Discman nos anos 90? A marca por trás deles está de volta Foto: Reprodução / YouTube

Nos anos 1990 e início dos anos 2000, poucas marcas despertaram tanto desejo entre os brasileiros quanto a japonesa Aiwa. Seus icônicos dispositivos portáteis, Walkman e Discman, eram símbolo de status, inovação e liberdade musical.

Quem teve um desses aparelhos provavelmente guarda boas lembranças de caminhar pelas ruas, fone no ouvido, ao som da própria trilha sonora.

A fama da Aiwa se consolidou rapidamente. Seus produtos eram inéditos no mercado nacional, com design moderno, funcionalidades avançadas e, o que mais encantava o consumidor brasileiro, um preço acessível.

O sucesso dos aparelhos de som da marca, muitos deles equipados com carrosséis de CDs que comportavam até cinco discos, transformou a empresa em líder absoluta de vendas nas principais lojas de varejo.

Produtos que marcaram época

  • Walkman: símbolo de liberdade musical dos anos 90, permitia ouvir fitas cassete em qualquer lugar.

  • Discman: sucessor natural do Walkman, o leitor de CDs portátil foi febre até a chegada dos MP3 Players.

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  • Som 4 em 1: verdadeiro artigo de luxo para os amantes da música. O aparelho reunia toca-discos, porta-CDs com espaço para cinco discos, rádio e toca-fitas. Um exemplar, comprado em 1997 por R$ 1.039 em um supermercado da capital paulista, continua funcionando até hoje, embora tenha exigido um conserto recente de R$ 500.

  • No entanto, o brilho começou a se apagar. Problemas de gestão financeira colocaram a empresa em xeque, e em 2008, após anos de crise, a Aiwa foi adquirida pela Sony, sua até então rival. A aquisição selou o fim da presença marcante da marca no Brasil, tornando seus produtos relíquias nostálgicas nas casas de muitos brasileiros.

    O retorno de uma lenda

    Em 2022, para a surpresa dos saudosistas, a Aiwa voltou ao Brasil, ocupando o espaço deixado pela própria Sony. A reestreia se deu com apoio do Grupo MK, dono da Mondial, que passou a usar a mesma fábrica da antiga gigante japonesa na zona franca de Manaus, uma estrutura de 27 mil metros quadrados.

    A nova Aiwa tenta equilibrar o peso da nostalgia com as exigências do mercado atual. Agora, a marca atua no segmento premium, enfrentando gigantes como JBL e LG, com uma linha de 17 produtos, incluindo televisores de última geração, fones de ouvido, caixas de som e aparelhos automotivos.

    Os preços podem chegar a R$ 3 mil, e a distribuição inclui lojas físicas, e-commerce e uma parceria estratégica com a Polishop, que busca expandir sua presença no ramo de áudio e vídeo.

    A nova fase da Aiwa ainda é tímida em comparação com o furacão que foi sua presença no passado. Mas uma coisa é certa: para quem viveu a era dourada dos aparelhos de som e das fitas rebobinadas com caneta Bic, ver a Aiwa novamente nas prateleiras é como reviver uma parte importante da história musical e afetiva do Brasil.

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