Pesquisa aponta que 36% das bebidas alcoólicas brasileiras são falsificadas. Imagem de Freepik
Um levantamento recente do Núcleo de Pesquisa e Estatística da Fhoresp, entidade que representa cerca de 500 mil empresas do setor de hotéis, bares e restaurantes em São Paulo, indica que 36% das bebidas comercializadas no país são falsificadas, fraudadas ou contrabandeadas. Esse índice alarmante expõe um problema crescente que afeta consumidores, empresários e autoridades públicas em todo o território nacional.
Os produtos mais vulneráveis à falsificação são vinhos, destilados e, em especial, a vodca. A pesquisa mostra que uma em cada cinco garrafas de vodca vendidas no Brasil é adulterada, o que configura um sério risco à saúde dos consumidores e reforça a necessidade de fiscalização rigorosa.
Nos últimos meses, casos graves de intoxicação por metanol, uma substância tóxica usada para adulterar bebidas, causaram pelo menos cinco mortes confirmadas em São Paulo, além de diversos casos de internação hospitalar com sintomas como cegueira, falência hepática e renal. O metanol, proibido na composição de bebidas, representa uma ameaça direta à vida e à saúde da população.
Autoridades e especialistas apontam para a crescente participação do crime organizado no esquema de falsificação, que movimenta bilhões de reais ilegalmente. Investigações indicam que metanol importado clandestinamente para adulterar combustíveis tem sido redirecionado para a produção de bebidas falsificadas, aumentando a gravidade do problema.
Enquanto a maioria dos bares e restaurantes atua dentro da legalidade, muitos são prejudicados por fornecedores que comercializam produtos adulterados. A Fhoresp e outras associações do setor pedem ações articuladas das autoridades, que incluem maior fiscalização, campanhas de conscientização e rigor efetivo no combate às quadrilhas.
Além do impacto à saúde, o mercado ilegal de bebidas falsificadas provoca uma perda significativa à economia formal, com estimativas de prejuízo que superam R$ 85 bilhões anuais em vendas e sonegação fiscal. O volume dessa atividade criminosa já ultrapassa receitas de grandes empresas do setor.
Nos últimos meses, foram realizadas operações que resultaram no fechamento de várias fábricas clandestinas e na apreensão de milhares de garrafas adulteradas. Em cidades como Mogi das Cruzes e Americana, a polícia já deteve suspeitos e eliminou pontos de produção ilegal.
Especialistas recomendam que consumidores fiquem atentos a sinais de adulteração, como manchas, alterações no rótulo e sabor diferente do habitual. Comerciantes são orientados a verificar a procedência rigorosamente para evitar prejuízos e riscos à clientela.
A urgência de uma resposta mais firme das autoridades é ressaltada por todas as entidades envolvidas. A criação de uma força-tarefa nacional para desmantelar esquemas e a revisão dos sistemas de fiscalização são essenciais para frear o avanço da falsificação e proteger a saúde pública.
A Secretaria de Saúde e os órgãos de Vigilância Sanitária reforçam o alerta para os perigos do consumo de bebidas falsificadas e convidam a população a denunciar estabelecimentos suspeitos. O compromisso é manter a população informada e segura contra esse grave problema.
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