Três dias, um novo cenário e muitas histórias para contar. Foto: Freepik
O aumento no número de escapadas de três dias em cidades ou regiões urbanas menores se destaca como uma tendência forte entre os millennials. Essa modalidade de viagem rápida, ágil, muitas vezes planejada de última hora ganhou impulso porque se encaixa nas mudanças de estilo de vida, perfil de consumo e prioridades desses viajantes.
Para muitos millennials, o tempo livre se torna mais valioso do que a duração prolongada da viagem. Sob essa ótica, três dias se mostram suficientes para mudar de ares, desconectar-se da rotina e abrir espaço para experiências significativas, sem a necessidade de uma semana inteira fora. Com deslocamentos mais curtos e menor carga logística, esses “mini-destinos urbanos” acabam sendo uma opção prática.
Além disso, esse comportamento dialoga com uma série de características que definem o turismo dessa geração. Estudos apontam que os millennials (e também a geração Z) dão preferência a viagens onde a jornada importa tanto quanto o destino. Também, esse público demonstra menor paciência para roteiros previsíveis ou longas estadias em apenas um local, o que faz das escapadas urbanas uma alternativa coerente.
A escolha por cidades ou áreas urbanas compactas, em vez de destinos grandiosos e tradicionais, também aparece com clareza: 65% desse público declararam preferência por locais menos turísticos, frequentados mais por moradores locais, do que por grandes centros lotados e já consolidados. Em muitos casos, o que importa não é “riscar um destino famoso da lista”, mas sim viver atividades autênticas, imersas na cultura local, com flexibilidade, sem se preocupar com um cronograma rígido.
Outro fator que impulsiona esse modelo de viagem é justamente o custo-benefício. Uma viagem de dois ou três dias exige menor gasto de hospedagem, alimentação e transporte em relação a uma semana fora. Para quem tem compromissos profissionais, limitações de férias ou simplesmente deseja alternativas mais dinâmicas, o formato de mini-destino urbano se mostra eficiente.
Do ponto de vista das cidades-hospedeiras, o fenômeno também abre oportunidades. Cidades menores ou bairros urbanos mais acessíveis podem atrair esse perfil de viajantes que querem vivenciar o local com intensidade, mas sem a pressão dos grandes fluxos turísticos típicos de destinos exclusivamente turísticos. O relatório da Embratur/Ministério do Turismo destaca que o turismo doméstico concentra grande parte dos gastos e está em crescimento, o que favorece justamente esse tipo de viagem mais plug-and-play.
Também é relevante observar como a tecnologia e as redes sociais alimentam essa tendência. Os millennials utilizam aplicativos, plataformas de reserva e redes sociais para encontrar sugestões rápidas, planejar itinerários leves e compartilhar histórias em tempo real. Esse padrão favorece destinos onde se pode “chegar, viver e voltar”, em vez de longas jornadas ou planejamento extenso.
No Brasil, apesar de ainda menos estudado especificamente em termo de “72 horas urbanas”, vemos indícios de que esse formato ganha tração. A revista de tendências do turismo 2025 aponta que viagens mais curtas e flexíveis, bem como experiências mais personalizadas e menos vinculadas aos grandes circuitos turísticos, têm papel central na estratégia de oferta turística.
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