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Um novo oceano em breve: o que sabemos sobre a futura divisão da África

O Vale do Rift na África Oriental avança lentamente, podendo gerar um novo oceano em até 10 milhões de anos. Veja o que diz a ciência sobre esse fenômeno geológico inédito.

Joice Gomes

08 de setembro de 2025 às 13:20

Terra ganhará novo oceano nas próximas décadas.

Terra ganhará novo oceano nas próximas décadas. Créditos: Divulgação/Projeto Tamar

Na região onde a placa somaliana se distanciará da placa africana (nubi), o solo começou a ceder e dividir o continente. Esse processo ocorre por meio de movimentos contínuos, alimentados por magma que pressiona a crosta terrestre.

A área-chave: Afar

No nordeste da Etiópia, a região do Triângulo de Afar é cenário de tensões tectônicas. Lagos profundos, erupções frequentes e grandes frações terrestres revelam que ali, um novo oceano pode estar nascendo, lenta, mas persistentemente.

A força invisível por baixo

Pesquisadores detectaram pulsos subterrâneos de rocha derretida ascendendo com regularidade, uma espécie de "batimento geológico" que fragiliza a falsa rigidez da crosta e favorece sua ruptura gradual.

Velocidade gradual, efeito global

O movimento ocorre a centímetros por ano. Pode parecer imperceptível, mas em escala geológica, que mede tempo em milhões de anos, já é um ritmo significativo, que pode culminar na formação de um oceano estreito e profundo.

O rastro visível do rift

O Vale do Rift se estende por milhares de quilômetros, desde o Mar Vermelho até Moçambique. Já é possível observar rachaduras, deformações e elevação de ventos subterrâneos nos GPS e sensores localizados na região.

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Novos mares, novos limites

Quando a crosta afundar o suficiente, o Oceano Índico ou o Mar Vermelho podem invadir o território cindido, isolando o Chifre da África e criando um novo mar interno, com implicações geográficas e ambientais vastas.

Impacto para nações sem litoral

Países que hoje são inteiramente continentais, como Uganda e Etiópia, podem, em épocas muito distantes, ganhar acesso ao mar. Isso transformaria seus potenciais logísticos e comerciais.

Um fenômeno milenar

Esse processo geológico só será concluído em milhões de anos, dentro de um arco temporal que vai de 5 a 20 milhões de anos. Ou seja, estamos apenas testemunhando os primeiros sinais de uma mudança monumental.

O planeta em constante transformação

Esse exemplo é um lembrete da Terra como um organismo vivo. O que parece estático, continentes, oceanos, paisagens é, na verdade, fluido e em evolução constante.

O valor do estudo atual

Observar esse rift em formação oferece aos cientistas uma oportunidade rara: entender como oceanos se formam e continentes se separam, dados essenciais para geologia, vulcanologia e estudos climáticos.

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