Aguarde a nova tecnologia da TV 3.0. Créditos: Divulgação/Reprodução
A assinatura do decreto presidencial que regulamenta a TV 3.0 abre caminho para uma transformação substancial na forma como o público brasileiro consome televisão. Essa tecnologia combina transmissões tradicionais de TV aberta (broadcast) com serviços via internet (broadband), trazendo funcionalidades inéditas e conectividade total ao aparelho.
O sistema adota o padrão ATSC 3.0, que permite o uso de aplicativos integrados e reposiciona os canais na interface das SmartTVs, facilitando a navegação. Diferentemente do cenário atual, onde streaming domina a preferência e a TV aberta fica em segundo plano, a TV 3.0 traz os canais diretamente para a tela inicial, em destaque.
Entre os principais recursos estão:
Os testes da tecnologia devem acontecer durante a Copa do Mundo de 2026, considerando inicialmente grandes centros urbanos para garantir maior alcance e impacto. Estimativas indicam que 58% dos domicílios com TVs conectadas à internet poderão acessar a TV 3.0 sem necessidade de equipamentos adicionais.
O avanço da tecnologia requer um investimento de aproximadamente R$ 2,8 bilhões em infraestrutura de transmissão até 2030, conforme dados do Fórum SBTVD. Para os consumidores, há barreiras a serem superadas, como a necessidade de comprar conversores (custando entre R$ 150 e R$ 300) e dispor de internet estável de ao menos 15 Mbps.
Apesar dos avanços, dados do TIC Domicílios 2024 mostram que 43% das residências rurais brasileiras ainda dependem exclusivamente da TV por antena, o que demanda políticas específicas para evitar a exclusão digital e garantir que essas populações não fiquem à margem da nova tecnologia.
A nova plataforma pública integrará emissoras educativas e serviços governamentais, combinando sinal tradicional e conexão IP para ampliar o acesso e a qualidade da comunicação pública.
A TV 3.0 promete levar a um salto qualitativo, com personalização e interatividade, proporcionando ao público maior controle e diversidade na escolha de conteúdos, além de melhorar a qualidade da imagem e do áudio.
O Brasil está diante de uma das maiores reestruturações tecnológicas no setor de radiodifusão, que poderá colocar o país na vanguarda mundial, desde que haja investimento, adequada regulação e inclusão digital efetiva.
Até lá, espera-se uma convergência entre TV tradicional e plataformas digitais, com o surgimento de novos serviços e modelos de negócios ligados à TV 3.0, que deverão transformar a maneira como os brasileiros consomem mídia audiovisual.
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