Trem submarino de alta velocidade conectará Espanha e Marrocos em apenas 40 minutos. Imagem IA
Imagine atravessar o Atlântico de trem em menos de uma hora. Essa é a promessa do projeto do túnel ferroviário sob o Estreito de Gibraltar, que vai ligar Espanha e Marrocos com trens de alta velocidade. A conexão reduzirá o trajeto entre Madrid e Casablanca, hoje com 12 horas, para cerca de cinco.
A ideia existe desde 1979, mas ganhou força com a Copa do Mundo de 2030, que une Portugal, Espanha e Marrocos. Estudos recentes de empresas como a SECEGSA e a ED confirmam a viabilidade técnica, reacendendo o projeto após décadas de incertezas.
O túnel terá 42 km, sendo 28 km submersos, chegando a impressionantes 475 metros de profundidade. Serão dois túneis ferroviários de 8 metros de diâmetro para trens a 250 km/h, além de uma galeria de serviço de 6 metros para emergências.
A rota vai partir de Punta Paloma, no sul da Espanha, até Malabata, perto de Tânger. De lá, haverá conexão direta com a linha marroquina Al Boraq, que será estendida até Agadir em 2035 — abrindo caminho para um TGV contínuo entre Agadir e Madrid.
Especialistas projetam até 12,8 milhões de passageiros por ano, além de carga transportada mais rapidamente. É uma alternativa mais verde a aviões e ferries. O custo estimado varia entre 6 e 15 bilhões de euros, podendo chegar a 25 bilhões em cenários mais complexos.
A geologia local é considerada um pesadelo. O túnel terá de atravessar áreas instáveis da Silla de Camarinal, enfrentar atividade sísmica constante e suportar pressões extremas do oceano.
A construção pode durar de 10 a 15 anos. Ainda assim, reuniões recentes entre Espanha e Marrocos reacenderam o otimismo. A Espanha já destinou 750 mil euros para os estudos iniciais.
O projeto pode transformar o turismo: viagens entre Algeciras e Tânger seriam feitas em minutos, com acesso rápido a Rabat e Casablanca. No comércio, o túnel promete acelerar exportações marroquinas e fortalecer laços econômicos mediterrâneos.
Com bitola padrão europeia, o túnel criará uma artéria ferroviária vital, integrando redes e reduzindo emissões que hoje dependem de aviões.
No campo geopolítico, aproxima Europa e África, aliviando pressões migratórias e estreitando relações estratégicas. Mas críticos alertam para o custo ambiental e possível endividamento.
Enquanto Gibraltar avança, a China constrói o túnel submarino do Estreito de Bohai, com 123 km, o mais longo em execução no mundo. O projeto, avaliado em R$ 224 bilhões, ligará Liaodong e Shandong em 40 minutos, também com trens a 250 km/h.
Essa “guerra de túneis” acelera inovações globais, inspirando países como Noruega e Japão a revisarem seus próprios megaprojetos.
Com viabilidade técnica confirmada e projeções até 2040, o trem submarino de Gibraltar promete reescrever mapas de viagem, comércio e integração continental. Para muitos especialistas, estamos diante do próximo grande salto da engenharia moderna.
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