Energia solar e eólica lado a lado. Foto: Freepik
A transição energética consiste em uma transformação fundamental no sistema global de produção e consumo de energia. Em síntese, trata-se da passagem gradual de uma matriz que hoje predomina no uso de combustíveis fósseis — como petróleo, gás natural e carvão, que são grandes emissores de carbono (CO2) — para uma matriz ancorada em fontes renováveis e limpas. Fontes como a energia solar, eólica, hidráulica e biomassa são os pilares desse movimento.
Essa mudança de paradigma é vista como um caminho essencial para a mitigação das mudanças climáticas, as quais se tornaram uma preocupação urgente em escala planetária. Portanto, a transição energética é fundamental para que o Brasil e o mundo alcancem os compromissos assumidos no Acordo de Paris, cujo objetivo é limitar o aquecimento global a 1,5ºC. Em outras palavras, ao adotar fontes de energia de baixo carbono, é possível reduzir significativamente as emissões e garantir um futuro mais sustentável para as próximas gerações.
Os Quatro Pilares da Transformação (4Ds)
Para que essa transformação aconteça de forma sistêmica, ela é guiada por pilares fundamentais, conhecidos no setor como os 4Ds (e em algumas análises, os 5Ds). Com efeito, esses direcionadores envolvem não apenas a tecnologia, mas também aspectos sociais e econômicos do mercado.
Descarbonização: O pilar central. Nesse sentido, refere-se à substituição direta e gradual de fontes que liberam CO2 (fósseis) por alternativas que não emitem ou que emitem baixa quantidade de gases de efeito estufa. Isso implica em priorizar a energia eólica, solar e os biocombustíveis.
Descentralização: Promove a geração de eletricidade mais próxima do local de consumo. Por conseguinte, incentiva-se a geração distribuída, onde consumidores podem produzir a própria energia, como ocorre com as placas solares fotovoltaicas. Esta ação busca reduzir perdas no transporte e diminuir a dependência de grandes usinas.
Digitalização: Aborda o uso de tecnologias digitais (como inteligência artificial e Internet das Coisas) para otimizar e automatizar a cadeia energética. Assim, a digitalização permite o controle, monitoramento e melhoria da eficiência em toda a rede.
Democratização: Por fim, relaciona-se a tornar a energia limpa acessível e equitativa para todos. Este conceito está ligado à criação de uma nova economia verde, à regulação da prosperidade e à geração de empregos em setores sustentáveis.
Tecnologias Habilitadoras e Desafios
A transição energética exige mais do que a simples troca de fontes; ela requer a adoção acelerada de novas tecnologias. Em primeiro lugar, a eletrificação é crucial, substituindo combustíveis fósseis por eletricidade — idealmente renovável — em diversos setores, desde carros elétricos até processos industriais que migram para bombas de calor.
Além disso, os sistemas de armazenamento de energia, como as baterias de íons de lítio, são essenciais. Isso ocorre porque eles ajudam a estabilizar o fornecimento de energia, compensando a intermitência de fontes como a solar (que não gera à noite) e a eólica (que depende do vento). Outrossim, novos produtos de baixo carbono, como o hidrogênio verde (H2V) e o etanol de segunda geração, produzidos a partir de resíduos da cana-de-açúcar, são apostas promissoras, visto que podem utilizar a infraestrutura de abastecimento já existente.
O Brasil na Liderança da Corrida
O Brasil possui características únicas que o colocam em posição de liderança na transição energética. Isto se deve principalmente à sua matriz de geração já ser consideravelmente limpa, com grande participação da hidroeletricidade. Ademais, o país tem vasta experiência e recursos no uso de biocombustíveis, como o etanol, que são considerados a "bola da vez" para descarbonizar setores como a aviação e o transporte marítimo.
Contudo, existem desafios. A crescente participação de fontes intermitentes (solar e eólica) exige investimentos em tecnologia e infraestrutura de armazenamento para garantir a estabilidade e a confiabilidade do sistema elétrico nacional.
O Papel do Consumidor e o Próximo Passo
A transição energética representa não apenas uma mudança tecnológica, mas também uma profunda alteração na forma como a sociedade se relaciona com os recursos. Desse modo, ela impulsiona o desenvolvimento social e a criação de novos mercados, gerando empregos na chamada "economia verde". O processo deve ser justo e inclusivo, alterando padrões de produção e de existência, visando o bem-estar econômico e a melhoria da qualidade de vida global. Portanto, a colaboração entre governos, empresas e a sociedade é vital para viabilizar essa transformação.
Fontes consultorias:
McKinsey & Company
Boston Consulting Group (BCG)
PwC (PricewaterhouseCoopers)
Deloitte
Matéria produzida com o auxílio de IA
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10:34, 13 Fev
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