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Saiba como as frutas do Sertão Pernambucano conquistam o mercado internacional

Polo de fruticultura no Vale do São Francisco bate recordes de exportação e gera milhares de empregos na região

Beto Dantas

24 de janeiro de 2026 às 16:52   - Atualizado às 16:52

As estrelas do Sertão Pernambucano.

As estrelas do Sertão Pernambucano. Montagem Portal de Prefeitura. Foto das mangas: Aline Oliveira/Vereda Comunicação

O Sertão de Pernambuco consolidou-se como o maior polo produtor de frutas frescas do Brasil, enviando toneladas de produtos para os Estados Unidos e Europa todos os anos. Em primeiro lugar, o uso inteligente das águas do Rio São Francisco transformou o clima semiárido em um terreno extremamente fértil e produtivo. De fato, a região de Petrolina é hoje o principal corredor de exportação de frutas do país, destacando-se pela qualidade e pelo sabor diferenciado dos produtos colhidos em solo pernambucano.

O domínio da manga e da uva no mercado global

A manga e a uva são os carros-chefe da produção sertaneja e possuem certificações internacionais que atestam sua excelência. Além disso, o gerente de exportação Paulo Dantas, especialista em comércio exterior agrícola, explica que a manga produzida no Vale possui uma resistência maior para o transporte de longa distância. Nesse sentido, conforme informações do portal G1, Pernambuco é responsável por mais de 80% das exportações nacionais dessas frutas, competindo diretamente com grandes produtores globais do México e da África.

Tecnologia e inovação no manejo do semiárido

A alta produtividade do Sertão não é apenas fruto da natureza, mas de um investimento pesado em engenharia agronômica. Dessa forma, o pesquisador da Embrapa Semiárido, Natanael Fontes, destaca que técnicas como a irrigação por gotejamento e o controle biológico de pragas garantem colheitas durante o ano inteiro. Segundo Fontes, em análise divulgada pelo portal Poder360, o Vale do São Francisco é uma das poucas regiões do mundo onde é possível produzir uvas de mesa de alta qualidade em ciclos curtos, graças à incidência solar constante.

O impacto econômico e social para o estado

A fruticultura irrigada tornou-se a principal engrenagem da economia sertaneja, fixando o homem no campo e atraindo novos investimentos. Contudo, o desafio atual é ampliar o escoamento da produção através da melhoria das rodovias e da logística aeroportuária. De acordo com o diretor da Valexport (Associação dos Exportadores), Tássio Lustoza, o setor gera mais de 240 mil empregos diretos e indiretos na região. Conforme a revista Exame, o faturamento das exportações de frutas em Pernambuco já ultrapassa a casa dos bilhões de reais anualmente, fortalecendo o PIB estadual.

Sustentabilidade e o futuro das exportações

Para manter a liderança no mercado internacional, os produtores pernambucanos investem cada vez mais em práticas sustentáveis e certificações de "selo verde". Portanto, o foco agora é a redução do uso de defensivos químicos e a otimização máxima dos recursos hídricos. De acordo com o portal Terra, especialistas apontam que a abertura de novos mercados na Ásia é a próxima fronteira para as frutas do Sertão, o que deve elevar ainda mais a exigência por qualidade e rastreabilidade total da produção que sai das fazendas irrigadas de Pernambuco.

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