Análise de amostras de influenza em laboratório epidemiológico para identificar variações do vírus. Foto: Freepik
O recente surto do vírus Nipah no estado indiano de Bengala Ocidental voltou a acender alertas internacionais sobre doenças emergentes. Autoridades de saúde da Índia confirmaram casos envolvendo profissionais de saúde e cidadãos locais, com um paciente em estado crítico. Mais de 100 pessoas foram colocadas em quarentena após contato com os infectados, enquanto os governos vizinhos intensificaram a vigilância em aeroportos e fronteiras.
Apesar da gravidade do vírus, o risco de sua chegada ao Brasil é considerado baixo, segundo especialistas. O Ministério da Saúde e órgãos de vigilância sanitária reforçam, no entanto, a necessidade de monitoramento de viajantes provenientes de áreas com registro de casos, seguindo protocolos internacionais de segurança.
Após a confirmação dos casos na Índia, aeroportos na Tailândia, Nepal e Taiwan retomaram protocolos semelhantes aos usados durante a pandemia de Covid-19. Passageiros são submetidos à triagem de sintomas, aferição de temperatura e fornecimento de informações de saúde. Além disso, unidades de saúde foram alertadas para identificar rapidamente possíveis casos e minimizar o risco de disseminação.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica o Nipah como um vírus prioritário devido à alta taxa de letalidade, que varia entre 40% e 75%, e ao potencial de transmissão entre humanos. A infecção ocorre principalmente por contato com morcegos frugívoros ou alimentos contaminados, mas também pode ser transmitida de pessoa para pessoa, especialmente em ambientes hospitalares ou familiares.
O vírus Nipah pode causar uma ampla gama de sintomas. Inicialmente, os infectados podem apresentar febre, dor de cabeça, dores musculares, vômitos e dor de garganta. Em casos mais graves, a doença evolui para encefalite, inflamação do cérebro que pode levar à morte, e complicações respiratórias graves.
Atualmente, não existe vacina nem tratamento específico para o Nipah. O manejo clínico é limitado a cuidados de suporte intensivo, focando na estabilização do paciente e no controle de complicações neurológicas e respiratórias.
Até o momento, não há casos confirmados de Nipah no Brasil, nem alertas ativos emitidos pela Anvisa ou pelo Ministério da Saúde. Especialistas recomendam que viajantes fiquem atentos às orientações de órgãos oficiais e que medidas de prevenção sejam adotadas em caso de deslocamento para áreas com surto.
O surto na Índia evidencia a importância da vigilância global e cooperação internacional para evitar a propagação de doenças emergentes e garantir resposta rápida diante de ameaças à saúde pública.
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