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Refrigerante icônico que marcou uma geração, volta após 25 anos e choca fãs!

Nostalgia refrescante: O retorno triunfal do slice ao mercado

Joice Gomes

28 de novembro de 2025 às 15:45

Refrigerante Slice, hit dos anos 80 com 10% suco natural.

Refrigerante Slice, hit dos anos 80 com 10% suco natural. Créditos: Suja Life/Divulgação

Imagine abrir a geladeira e encontrar ali um pedaço da sua infância, com aquele gás efervescente e sabor frutado que marcava tardes quentes dos anos 80 e 90. Pois é exatamente isso que está acontecendo: o refrigerante Slice, pioneiro por misturar 10% de suco natural de frutas em uma soda, ressurge das cinzas após mais de duas décadas fora das prateleiras. Lançado pela PepsiCo em 1984 como substituto da Teem, ele competia de frente com gigantes como Sprite e 7 Up, prometendo "We got the juice" em campanhas que grudavam na memória.

Agora, em 2025, o Slice não volta sozinho: ele evolui para uma versão saudável, com apenas 5g de açúcar por lata, prebióticos, probióticos e postbióticos para cuidar do intestino, sem xarope de milho rico em frutose ou corantes artificiais. A aquisição da marca pela Suja Life, empresa focada em bebidas orgânicas, explica essa transformação – eles pegaram o ícone nostálgico e o adaptaram ao paladar moderno, que clama por opções funcionais. Disponível inicialmente em redes como Target, Costco e Albertsons nos EUA, os sabores laranja, limão-lima, toranja spritz (grapefruit) e morango já voam das gôndolas.

Fãs nas redes sociais piram com o revival. "É como voltar no tempo, mas sem a culpa do açúcar!", comenta uma consumidora no Instagram da marca. A demanda explodiu, e a promessa é de mais sabores como cola clássica, gengibre ale e uva em breve. Mas será que essa mistura de passado e futuro conquista o Brasil, onde o consumo de refrigerantes ainda reina absoluto apesar das campanhas por moderação?

Da glória dos anos 80 ao esquecimento: a trajetória do slice

Tudo começou em 1984, auge da febre fitness misturada ao exagero dos anos 80. A PepsiCo via no Slice uma chance de inovar: enquanto concorrentes apostavam em fórmulas puras, ele ousava com suco real de frutas, atraindo famílias e jovens em busca de algo "mais natural". Em 1986, a linha explodiu com laranja mandarim, maçã e cherry cola, além de versões diet. No Brasil, ecos dessa era ainda ressoam em memórias de bailes e churrascos.

Porém, o sucesso durou pouco. No início dos anos 2000, o lemon-lime original sumiu, e até 2010, toda a família Slice foi engolida por rivais como Sierra Mist (agora Starry). A PepsiCo priorizou linhas mais lucrativas, deixando o pioneiro no limbo. Tentativas de ressurreição, como o Slice ONE diet com Splenda em 2006 via Walmart, não colaram. Foi só em 2018 que a New Slice Ventures comprou os direitos nos EUA e Canadá, pavimentando o caminho para o boom de 2025.

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Sabores que fazem história: o que mudou na fórmula?

A nova leva mantém o fizz clássico, mas eleva o patamar nutricional. Cada lata de 355ml tem cerca de 40 calorias, cor de frutas e vegetais naturais, é vegana, sem glúten e kosher. Veja os destaques iniciais:

  • Laranja: Sabor cítrico intenso, evocando o original de 1984.
  • Limão-Lima: Zesty e refrescante, rival direto do Sprite.
  • Toranja Spritz (Grapefruit): Amargo-doce perfeito para coquetéis leves.
  • Morango: Doce frutado, hit entre os jovens.

Mais adiante, cola, gengibre e uva prometem variedade. Usuários relatam: "Melhor que Olipop ou Poppi, tem gosto de soda de verdade!".

Impacto no mercado: nostalgia encontra saúde

O retorno do Slice surfou na onda de functional drinks, mercado que deve dobrar para US$ 437 bilhões até 2034. Consumidores nostálgicos, da Geração X aos millennials, buscam conforto emocional em meio à correria, mas com bônus gut health, intestino feliz virou mantra pós-pandemia. No Brasil, onde 90% dos diabéticos têm tipo 2, uma soda low-sugar como essa cutuca o debate sobre versões diet, que estudos da Universidade Monash ligam a riscos cardíacos se abusadas.

Aqui, o Slice ainda não desembarcou oficialmente, mas o buzz nas redes já agita importadores e fãs. Marcas locais como Guaraná Antarctica tentam inovações semelhantes, mas nada com esse pedigree histórico. Especialistas preveem: se chegar, pode bagunçar as vendas de colas tradicionais, apelando para quem quer sabor sem excessos. E você, trocaria sua lata diária por essa viagem no tempo turbinada?

A estratégia da Suja Life é cirúrgica: embalagens vibrantes, redes sociais on fire e depoimentos reais constroem hype orgânico. "É soda para quem cresceu com ela, mas vive o agora", resume um analista de bebidas. Com vendas iniciais explosivas, expansões para mais varejistas são certas e quem sabe, uma versão latina com manga, sucesso na Índia como Tropicana Slice.

Por que isso importa agora?

Em tempos de inflação e escolhas conscientes, o Slice simboliza resiliência: marcas mortas renascem mais fortes. Ele prova que nostalgia vende, mas inovação retém. Para pais, é opção guilty-free pros filhos; para adultos, um gole de juventude. No Brasil, onde refrigerantes movem bilhões, esse revival global pode inspirar gigantes como Ambev ou Pepsi local a resgatarem ícones esquecidos.

Enquanto o mundo bebe menos açúcar refinado, opções como essa pavimentam o futuro. Fique de olho nas prateleiras, o Slice não veio para ficar na sombra novamente. A febre só começou.

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