Festas dentro de esgoto a céu aberto no recife viralizam e causa repúdio nas redes Foto Montagem/Portal de Prefeitura
Recife chega ao fim de 2025 enfrentando um alerta importante na área da saúde pública. Dados divulgados pelo Centro de Liderança Pública (CLP) mostram que a capital pernambucana caiu 100 posições no pilar de qualidade da saúde do Ranking de Competitividade dos Municípios, passando da 246ª para a 346ª colocação entre 418 cidades brasileiras avaliadas.
A queda expressiva ocorreu justamente em um dos indicadores mais sensíveis à população. O pilar de saúde leva em conta fatores como mortalidade infantil e materna, óbitos por causas evitáveis, além de índices de desnutrição e obesidade na infância. Em 2025, todos esses indicadores apresentaram desempenho inferior ao registrado no ano anterior.
O recuo no ranking acontece em um contexto de pressão crescente sobre o sistema público de saúde. Ao longo de 2025, Recife enfrentou aumento da demanda por atendimentos, reflexo dos efeitos prolongados da pandemia, do avanço da dengue e de dificuldades na atenção básica, especialmente em áreas mais vulneráveis da cidade.
Especialistas em políticas públicas apontam que a redução da cobertura preventiva, a sobrecarga das unidades de saúde e entraves na gestão de contratos e recursos humanos contribuíram para o desempenho negativo. A atenção primária, considerada a porta de entrada do SUS, é vista como um dos pontos mais frágeis no cenário atual.
Enquanto Recife caiu de forma acentuada, municípios de médio porte conseguiram avançar no ranking, ampliando investimentos, fortalecendo a atenção básica e melhorando indicadores de prevenção. O contraste reforça que o tamanho da cidade e o volume de recursos não foram suficientes para garantir melhores resultados em 2025.
Apesar de a capital ainda apresentar desempenho relativamente melhor em outros pilares do ranking, como economia e capital humano, a queda na saúde pública pesa negativamente na avaliação geral da gestão municipal.
O encerramento de 2025 com esse resultado acende um sinal de alerta para os próximos anos. Analistas defendem que a recuperação da saúde pública no Recife passa por expansão da atenção primária, valorização dos profissionais, melhoria no acesso a exames e especialidades e revisão de modelos de gestão.
Sem mudanças estruturais e planejamento de médio prazo, o risco é que o retrocesso observado em 2025 se aprofunde, afetando diretamente a qualidade de vida da população e ampliando desigualdades no acesso à saúde pública na capital pernambucana.
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