Preço da gasolina segue alto nos postos do Recife. Foto: Divulgação
Mesmo após o anúncio da Petrobras sobre a redução no preço da gasolina A vendida às distribuidoras, os consumidores do Recife ainda não perceberam qualquer mudança nos valores cobrados nas bombas. Nesta quarta-feira, 28 de janeiro, os postos da capital pernambucana seguem praticando preços entre R$ 6,75 e R$ 6,77 por litro, mantendo o mesmo patamar registrado antes da medida da estatal.
A Petrobras comunicou na segunda-feira, 26 de janeiro, que reduziria em 5,2% o preço da gasolina A comercializada para as distribuidoras. Com a decisão, o valor médio do combustível passou para R$ 2,57 por litro, representando uma queda de R$ 0,14. A gasolina A corresponde ao combustível puro que sai das refinarias e ainda precisa passar pela mistura obrigatória com etanol antes de chegar aos postos e ao consumidor final.
Mesmo com o corte anunciado, o impacto ainda não apareceu no bolso de quem abastece no Recife. Motoristas relatam que os preços permanecem estáveis desde o início da semana. A expectativa de uma redução imediata, comum após anúncios desse tipo, ainda não se confirmou na Região Metropolitana.
A diferença entre o valor praticado pela Petrobras e o preço final pago pelo consumidor ocorre porque o combustível passa por várias etapas até chegar às bombas. Após sair das refinarias, a gasolina A segue para as distribuidoras, onde recebe a mistura com etanol anidro. Em seguida, o produto incorpora custos de transporte, logística, tributos e a margem de lucro dos postos revendedores.
A gasolina vendida ao consumidor carrega impostos federais e estaduais, além de taxas que variam conforme a região. No caso do Recife e de outras cidades do Nordeste, o frete também exerce influência direta no preço final, já que parte do combustível percorre longas distâncias até os centros de distribuição.
A redução anunciada pela estatal surge em um momento de atenção para a economia. A gasolina possui o maior peso dentro do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, indicador oficial da inflação no país. Por isso, mudanças no preço do combustível costumam influenciar diretamente os índices inflacionários e o custo de vida da população.
A expectativa do governo federal e da própria Petrobras envolve aliviar a pressão inflacionária ao longo dos próximos meses. No entanto, especialistas costumam destacar que o efeito dessas medidas depende do repasse efetivo ao consumidor final, o que nem sempre ocorre de forma imediata ou uniforme em todas as regiões.
No Grande Recife, a permanência dos preços elevados mantém a sensação de frustração entre os motoristas. Muitos aguardam uma redução nas bombas, especialmente diante do anúncio oficial da estatal. Até o momento, porém, os valores seguem praticamente inalterados, mesmo após a divulgação da queda no preço de venda às distribuidoras.
A Petrobras reforça que não controla o preço final praticado nos postos. A estatal define apenas o valor cobrado das distribuidoras, enquanto o restante da cadeia envolve decisões comerciais e custos adicionais. Essa dinâmica explica por que nem sempre os anúncios de redução se refletem rapidamente nas bombas.
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