O jacaré da Lagoa da Pampulha está ganhando peso e ficando mais tranquilo. Imagem de wirestock no Freepik
A Lagoa da Pampulha, cartão-postal emblemático de Belo Horizonte, não é apenas conhecida pela sua beleza e patrimônio arquitetônico, mas também por abrigar um morador ilustre: o jacaré-de-papo-amarelo que se tornou um verdadeiro símbolo local. Nos últimos anos, ele chamou atenção ao aparecer cada vez mais "gordo" e tranquilo, despertando a curiosidade de moradores, turistas e especialistas.
Esse fenômeno, que virou meme nas redes sociais, tem explicações que vão além do humor, refletindo diretamente sobre a qualidade ambiental da lagoa e o equilíbrio do ecossistema local. O jacaré, apelidado carinhosamente de "Jucelino" pela comunidade, aparenta estar ganhando peso devido a fatores naturais e ambientais, que contam uma história sobre a saúde da água, alimentação e comportamento desses répteis.
Os jacarés-de-papo-amarelo são nativos da região e habitam a lagoa há décadas. Entretanto, a população desses animais sofreu flutuações, influenciadas por ações humanas e alterações ambientais. Jucelino, notoriedade no cenário urbano, foi resgatado em situações de risco diversas vezes, mas acabou se adaptando bem ao ambiente, onde encontra alimento e abrigo.
Esse réptil ganhou fama na internet com fotos e vídeos que mostravam seu corpo cada vez maior, parecendo "mais gordo e tranquilo". O comportamento calmo, inclusive, intriga moradores, que se surpreendem com a convivência pacífica e distante de ameaças do animal.
Especialistas explicam que o aumento de peso do jacaré está ligado principalmente à oferta abundante de alimento na lagoa. A presença de peixes, aves e até pequenos capivaras serve como base alimentar para esses jacarés que são predadores naturais. A alimentação em um ambiente urbano, muitas vezes, pode ser facilitada pela interferência humana, como o descarte inadequado de resíduos orgânicos.
Além disso, o comportamento do jacaré mais calmo está relacionado à ausência de predadores naturais e à adaptação ao convívio próximo com humanos. A tranquilidade aparente indica um processo evolutivo comportamental que permite aos jacarés sobreviverem em ambientes alterados sem necessidade de fuga constante.
O aumento da população dos jacarés e a mudança no comportamento refletem também o estado da lagoa. A poluição e alterações no ecossistema influenciam na dinâmica alimentar e na exposição desses animais a riscos como doenças e acidentes.
Para garantir a segurança da população local e a preservação dos jacarés, órgãos ambientais têm reforçado ações de monitoramento e conscientização. Orientações são dadas para evitar a alimentação direta desses répteis e medidas para reduzir a poluição da lagoa continuam em foco.
O jacaré-de-papo-amarelo pode chegar a viver mais de 40 anos.
Apesar do tamanho e peso, são animais naturalmente tímidos e não atacam humanos sem provocação.
A presença desse jacaré é um indicativo importante da biodiversidade local.
Nos últimos anos, a Lagoa da Pampulha passou a abrigar mais de uma dezena desses répteis, o que demanda atenção redobrada na gestão ambiental.
Com a fama crescente e as curiosidades em torno do jacaré da Lagoa da Pampulha, esse símbolo natural nos convida a refletir sobre a convivência entre vida urbana e natureza. A valorização da fauna local e os cuidados ambientais são fundamentais para manter esse equilíbrio, evitando riscos e aproveitando o espetáculo vivo que a natureza oferece.
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