Novas pesquisas revelam como plantas trocam sinais subterrâneos. Imagem de rawpixel.com no Freepik
Por muito tempo, acreditou-se que as plantas eram organismos silenciosos e isolados, mas a ciência atual prova o contrário. Embora não tenham um sistema nervoso como os animais, as plantas possuem maneiras sofisticadas de enviar e receber sinais, interagindo de formas complexas entre si e com o ambiente ao redor.
Uma das formas mais impressionantes de comunicação ocorre abaixo do solo, através das micorrizas, redes formadas por fungos que conectam as raízes de diferentes plantas. Essas conexões permitem a troca não só de nutrientes, mas também de informações vitais para a sobrevivência das espécies.
Quando uma planta sofre com estresse, como a seca ou ataques de herbívoros, ela envia sinais químicos via essas redes para alertar as vizinhas, ativando mecanismos de defesa antes mesmo da ameaça chegar.
Além da troca química, as plantas geram impulsos elétricos semelhantes a sinais nervosos quando são danificadas. Estes impulsos percorrem o organismo da planta e podem até alcançar outras plantas próximas, avisando sobre possíveis perigos.
Essa comunicação elétrica é fundamental para a planta se preparar para ataques e ajustar seu metabolismo para resistir a condições adversas.
Pesquisas inéditas mostram que plantas estressadas emitem sons ultrassônicos inaudíveis para o ouvido humano, mas detectáveis por alguns animais, como morcegos e insetos. Esses sons funcionam como um tipo de alerta que pode influenciar o comportamento desses animais, estabelecendo uma interação ecológica inesperada.
Quando atacadas por herbívoros, as plantas liberam compostos voláteis no ar que têm dupla função: atraem predadores naturais dos herbívoros e preparam outras plantas próximas para possíveis ataques, ativando suas defesas químicas.
Essa estratégia aumenta as chances de sobrevivência coletiva das plantas em ambientes desafiadores.
O entendimento da comunicação entre plantas abre novas possibilidades para a agricultura sustentável, pois técnicas que exploram essas conexões podem melhorar a resistência das culturas sem uso excessivo de pesticidas.
Além disso, diante das mudanças climáticas, essas descobertas ressaltam a complexidade dos ecossistemas e como preservar as interações naturais é essencial para garantir a produção de alimentos e a saúde ambiental.
A ciência revela que as plantas não são simplesmente organismos passivos, mas participantes ativos em suas comunidades, capazes de comunicação complexa e cooperação silenciosa.
Essa compreensão transforma o modo como percebemos o mundo natural e reforça a necessidade de respeitar e proteger os habitats onde essas interações acontecem.
Os estudos sobre comunicação vegetal ainda estão em expansão, e muitas perguntas base permanecem abertas sobre como esses sinais são interpretados e quais outras formas de comunicação podem existir, incluindo a interação com microrganismos e animais.
Cada avanço tende a revolucionar áreas como a biologia, agricultura e até a robótica inspirada na natureza.
Compreender que as plantas “falam” muda a maneira como a sociedade lida com a natureza, despertando um senso de admiração e responsabilidade.
Esse saber pode estimular práticas mais ecológicas e políticas públicas voltadas para a conservação e o uso inteligente dos recursos naturais.
As plantas mostram que a comunicação não depende somente da fala ou do som, mas pode acontecer por vias invisíveis e sofisticadas. Reconhecer essa complexidade oferece uma nova dimensão para a relação entre humanos e o meio ambiente.
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