Câmeras de segurança. Imagem de rawpixel.com no Freepik
Em meio às comemorações do aniversário de São Paulo, a maior cidade do país destaca-se não apenas por seus 11,9 milhões de habitantes, mas também pelo extraordinário número de câmeras de segurança que dominam o espaço urbano.
Segundo dados recentes, a capital contabiliza 3,8 milhões de câmeras de segurança espalhadas por ruas, praças e avenidas — número que supera a quantidade de pessoas que transitam a pé em muitos bairros e transformou cada quarteirão em um cenário de constante vigilância.
Além desses dispositivos tradicionais, os paulistanos convivem com uma infinidade de smartphones (cerca de 9,6 milhões) que, em muitos casos, também capturam imagens e vídeos em tempo real, intensificando a sensação de que cada movimento é registrado e analisado.
O epicentro desse vasto sistema de vigilância é o programa Smart Sampa, uma iniciativa da Prefeitura que unifica câmeras públicas, privadas e tecnologia avançada para monitorar atividades nas vias da cidade.
Oficialmente, o Smart Sampa já integra dezenas de milhares de câmeras em pontos estratégicos por toda a capital, com planos ambiciosos de expansão e uso de reconhecimento facial para identificação de foragidos da Justiça e pessoas desaparecidas.
Segundo dados oficiais de monitoramento, o sistema já auxiliou na captura de mais de 2.600 foragidos e na detecção de diversas ocorrências criminais graças à análise automatizada das imagens.
Essa estratégia foi apresentada como um avanço importante no combate à criminalidade urbana e em apoio ao trabalho da Guarda Civil Metropolitana e das forças policiais.
Enquanto as autoridades celebram os resultados e destacam as contribuições do Smart Sampa para a segurança, especialistas de universidades como a USP têm alertado para os potenciais riscos de uma vigilância onipresente e a dependência crescente de algoritmos para decisões que afetam a vida cotidiana.
A crítica gira em torno de questões fundamentais sobre privacidade, liberdade de expressão e controle social. A implantação de reconhecimento facial em espaços públicos levanta dúvidas sobre o destino dos dados biométricos coletados, seu armazenamento e possíveis usos futuros além do combate ao crime.
A preocupação é que, sem salvaguardas robustas, essa vasta rede de câmeras possa se tornar uma ferramenta de controle social mais ampla, extrapolando a simples prevenção de delitos.
Especialistas afirmam que uma cultura de vigilância permanente pode afetar a sensação de liberdade dos cidadãos, mesmo em contextos em que a intenção declarada é a segurança pública — um debate que ecoa em várias metrópoles mundo afora.
À medida que São Paulo celebra mais um ano de história e crescimento, a expansão do monitoramento tecnológico se torna uma peça central na narrativa de segurança urbana.
Porém, será necessário equilibrar os ganhos operacionais com garantias legais e éticas que protejam os direitos individuais, garantindo que a tecnologia sirva à sociedade — e não o contrário.
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