Chamila Gunasekara, coautor da pesquisa da Escola de Engenharia da RMIT, com o Bioconcreto. RMIT/Divulgação
A indústria da construção civil mundial atravessa sua maior transformação tecnológica das últimas décadas. Em primeiro lugar, a necessidade urgente de reduzir a pegada de carbono forçou o desenvolvimento de insumos que vão além da durabilidade tradicional. De fato, o que antes era visto como futurismo, como paredes que "respiram" e concreto autorreparável, já é uma realidade presente em projetos de grande escala ao redor do globo.
Entre os destaques globais, a madeira engenheirada (Mass Timber) surge como o "concreto do futuro" por sua leveza e capacidade de sequestrar carbono. Além disso, o bioconcreto, que utiliza bactérias para fechar rachaduras automaticamente, promete reduzir drasticamente os custos de manutenção em infraestruturas públicas. Nesse sentido, conforme informações do portal Exame, o mercado de madeira engenheirada deve atingir a marca de 3,6 bilhões de dólares até 2027, impulsionado pela construção de edifícios altos e sustentáveis.
No Brasil, a recepção desses materiais tem sido estratégica para enfrentar os desafios de produtividade e sustentabilidade. Dessa forma, grandes construtoras nacionais já integram o uso de concreto reciclado e aço de baixo carbono em seus empreendimentos mais modernos. Conforme o site G1, o país já conta com projetos pioneiros em São Paulo e no Sul que utilizam estruturas inteiras de madeira tratada, provando que a inovação é viável e economicamente competitiva em solo brasileiro.
Outra fronteira tecnológica que ganha espaço é a utilização de isolantes térmicos avançados, como o aerogel, apelidado de "fumaça sólida". Contudo, o foco principal no mercado brasileiro tem sido o uso de tintas inteligentes e vidros de controle solar que reduzem a necessidade de ar condicionado. De acordo com o portal Sienge, essas soluções permitem uma economia de energia superior a 40% em edifícios comerciais, tornando as cidades brasileiras mais resilientes às constantes ondas de calor.
A tendência para os próximos anos aponta para uma integração total entre novos materiais e processos de fabricação automatizados. Portanto, a construção modular, onde partes do edifício chegam prontas para montagem, torna-se o padrão para obras rápidas e com desperdício zero de material. De acordo com o portal Poder360, essa revolução nos materiais é o que permitirá ao setor civil brasileiro atingir as metas globais de descarbonização até o final desta década, garantindo um futuro mais limpo para o setor.
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