Nipah: veja o que se sabe sobre o vírus após novos casos detectado na Índia Foto: RUSLANAS BARANAUSKAS/SCIENCE PHOTO LIBRARY
O vírus Nipah voltou a chamar atenção das autoridades de saúde globais após a confirmação de novos casos na Índia, no estado de Bengala Ocidental. Descoberto em 1999, o patógeno é considerado um dos vírus de prioridade máxima pela Organização Mundial da Saúde (OMS), devido à sua combinação de alta letalidade, capacidade de transmissão entre humanos e ausência de vacina ou tratamento específico.
O Nipah é um vírus zoonótico, o que significa que ele pode ser transmitido de animais para pessoas. Os principais reservatórios são morcegos frugívoros do gênero Pteropus, mas a infecção também pode ocorrer por meio de porcos, alimentos contaminados e contato direto com indivíduos infectados.
Casos anteriores mostraram que a transmissão pode ocorrer pelo consumo de frutas ou produtos como sucos de tâmara cru, contaminados com saliva ou urina de morcegos. Além disso, há registros de contágio entre humanos, especialmente entre familiares, cuidadores e profissionais de saúde que tiveram contato próximo com pacientes infectados.
A doença apresenta uma variedade de sintomas. Em algumas situações, a pessoa infectada não manifesta sinais da doença. Quando aparecem, os primeiros sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, vômitos e dor de garganta. Com a progressão da infecção, podem surgir tontura, sonolência, alteração da consciência e sinais neurológicos que indicam encefalite aguda.
Problemas respiratórios graves, incluindo pneumonia atípica e síndrome do desconforto respiratório agudo, também podem ocorrer. O período de incubação geralmente varia de quatro a 14 dias, mas já houve casos em que os sintomas surgiram até 45 dias após a infecção. A taxa de mortalidade é elevada, variando entre 40% e 75%, dependendo do surto e da capacidade de resposta do sistema de saúde local.
Atualmente, não existe vacina nem tratamento específico para o Nipah. Os cuidados médicos se concentram em aliviar os sintomas e tratar complicações respiratórias e neurológicas. A OMS mantém o vírus na lista de doenças prioritárias para pesquisa e desenvolvimento, ao lado de outros patógenos preocupantes, como Ebola, Zika e o coronavírus causador da Covid-19.
Os surtos anteriores destacam a gravidade do vírus. O primeiro grande surto ocorreu na Malásia, no final da década de 1990, resultando em mais de 100 mortes e na necessidade de abater cerca de um milhão de porcos para conter a disseminação.
Casos também foram registrados em Singapura, envolvendo trabalhadores expostos a animais infectados. Desde 2001, Bangladesh se tornou o país mais afetado, registrando surtos quase todos os anos e acumulando mais de 100 mortes. A Índia também enfrenta episódios recorrentes, principalmente no estado de Kerala, onde a testagem em massa, o rastreamento de contatos e o isolamento de pacientes ajudaram a controlar os surtos anteriores.
Além desses países, a OMS aponta que regiões como Camboja, Indonésia, Filipinas, Madagascar, Gana e Tailândia apresentam risco potencial, já que o vírus foi identificado em populações de morcegos nesses locais. O recente surto em Bengala Ocidental reforçou a preocupação das autoridades indianas: cerca de 110 pessoas foram colocadas em quarentena após dois profissionais de saúde contraírem o vírus no início de janeiro, depois de contato com pacientes infectados.
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