Mounjaro ou Ozempic Foto: Divulgação / IA
Os medicamentos Mounjaro (da farmacêutica Eli Lilly) e Ozempic (da Novo Nordisk) estão entre os mais comentados no mundo por seus efeitos no controle do diabetes tipo 2 e na perda de peso. Embora ambos pertençam à mesma classe de remédios injetáveis, existem diferenças importantes na composição, eficácia e efeitos colaterais.
Nesta semana, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o uso do Mounjaro para tratar sobrepeso e obesidade, ampliando seu público além dos pacientes com diabetes. A decisão reacendeu o debate sobre qual é o medicamento mais eficaz e seguro.
A principal diferença entre Mounjaro e Ozempic está nas substâncias ativas.
O Mounjaro é composto por tirzepatida, uma molécula que age como agonista duplo dos hormônios GLP-1 e GIP.
Já o Ozempic contém semaglutida, que atua apenas como agonista do GLP-1.
Esses hormônios são produzidos naturalmente no intestino e ajudam a estimular a liberação de insulina, controlar os níveis de glicose no sangue e reduzir o apetite.
Segundo a endocrinologista Tassiane Alvarenga, da USP, o fato de a tirzepatida agir sobre dois hormônios torna o Mounjaro mais potente no controle do metabolismo e na perda de peso.
“O Mounjaro provoca uma sensação mais duradoura de saciedade, enquanto o Ozempic reduz o apetite de forma mais direta”, explica a médica.
Estudos clínicos mostram que o Mounjaro pode levar a maior perda de peso em comparação ao Ozempic.
Em ensaios realizados pela Eli Lilly, pacientes que usaram tirzepatida perderam entre 5 kg e 11 kg, com redução média de 26,6% do peso corporal ao longo de 84 semanas.
Já nos estudos da Novo Nordisk, usuários de semaglutida (Ozempic) perderam de 4,2 kg a 6,3 kg, o equivalente a cerca de 15% do peso corporal em 68 semanas.
Esses números indicam que o Mounjaro pode ser mais eficaz para quem busca emagrecimento associado ao tratamento do diabetes tipo 2.
No entanto, é importante lembrar que o Ozempic tem uma versão específica para obesidade, chamada Wegovy, aprovada no Brasil para essa finalidade.
Além do emagrecimento, ambos os medicamentos reduzem a hemoglobina glicada (A1C), indicador do controle da glicose.
No estudo internacional SURPASS-2, o Mounjaro apresentou reduções médias de 2,01 a 2,30 pontos, superando o 1,86 obtido pelo Ozempic.
Isso significa que, no controle do diabetes tipo 2, o Mounjaro também se mostrou mais eficiente.
Tanto o Mounjaro quanto o Ozempic podem causar efeitos gastrointestinais como náusea, dor abdominal, diarreia e constipação.
Mas, segundo o estudo SURPASS-2, o Mounjaro apresentou maior incidência e intensidade dessas reações — o que levou alguns pacientes a interromper o tratamento.
A tirzepatida, substância do Mounjaro, pode ainda causar indigestão e desconforto abdominal. Já o Ozempic tende a provocar menor número de efeitos adversos, especialmente quando iniciado em doses baixas.
Por isso, especialistas reforçam que a escolha entre Mounjaro e Ozempic deve ser feita com orientação médica, levando em conta o histórico de saúde, o peso corporal e o nível de glicose de cada paciente.
Mounjaro (tirzepatida): maior eficácia na perda de peso e melhor controle da glicose, mas maior risco de efeitos gastrointestinais.
Ozempic (semaglutida): perda de peso mais moderada, porém melhor tolerância e segurança a longo prazo.
Em resumo, o Mounjaro é mais potente, mas o Ozempic tende a ser mais bem tolerado. Ambos representam avanços importantes no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade, desde que usados com acompanhamento médico especializado.
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