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Misterioso computador de dois mil anos revela segredos sobre a tecnologia da Grécia Antiga

Mecanismo de Anticítera usava engrenagens complexas para prever o futuro astronômico com precisão digital.

Beto Dantas

14 de janeiro de 2026 às 18:34   - Atualizado às 18:35

O mecanismo de Anticítera, o primeiro computador analógico.

O mecanismo de Anticítera, o primeiro computador analógico. Foto: reprodução/Internet

Escondido nas profundezas de um navio romano naufragado há milênios, o Mecanismo de Anticítera continua a chocar a comunidade científica. Em primeiro lugar, o dispositivo é composto por mais de 30 engrenagens de bronze feitas à mão, algo que a humanidade só voltaria a fabricar no século XIV com os relógios astronômicos europeus. De fato, ele é considerado o primeiro computador analógico da história, capaz de realizar cálculos matemáticos complexos.

A precisão milimétrica dos gregos

A função principal deste "computador" era rastrear os ciclos do sistema solar e prever eclipses com exatidão. Além disso, o que mais impressiona os pesquisadores hoje é que o mecanismo levava em conta a órbita irregular da Lua, utilizando um sistema de engrenagens planetárias que os historiadores julgavam ser impossível para aquela época. Nesse sentido, conforme informações da BBC Brasil, o objeto era uma espécie de guia do cosmos portátil, usado para navegação e rituais religiosos.

Descobertas do ano passado revelam inscrições ocultas

Com o avanço da tecnologia de tomografia computadorizada, cientistas conseguiram ler milhares de caracteres de texto gravados no interior do mecanismo. Dessa forma, essas "instruções de uso" revelaram que o aparelho também servia para prever a data exata dos Jogos Olímpicos. Conforme o portal G1, as novas imagens de raios-X mostram que a complexidade do dispositivo é equivalente a de um relógio suíço moderno, desafiando a ideia de que o conhecimento técnico da Antiguidade era limitado.

Quem foi o gênio por trás da criação?

O mistério sobre o autor da obra permanece, mas muitos apontam para o gênio Arquimedes ou para a escola de astronomia de Posidônio. Contudo, o fato de apenas um exemplar ter sido encontrado sugere que essa tecnologia era extremamente rara e valiosa. De acordo com o portal History Channel, a perda desse conhecimento durante a queda das civilizações antigas atrasou o desenvolvimento da computação moderna em pelo menos mil anos, uma lacuna que ainda fascina os historiadores em 2026.

O legado para a computação moderna

A existência do Mecanismo de Anticítera prova que o desejo humano de automatizar cálculos e prever o futuro é milenar. Portanto, o que estamos vendo é uma reescrita dos livros de história, onde a ciência antiga se mostra muito mais próxima da nossa era digital do que imaginávamos. De acordo com a revista Exame, o estudo deste artefato ajuda engenheiros atuais a criarem sistemas de engrenagens mais eficientes, provando que o passado ainda tem muito a ensinar ao futuro.

 

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