Pernambuco, 24 de Outubro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Mentir pode fazer mal ao cérebro? Veja o que a ciência revela sobre os efeitos na mente e no corpo

Estudo mostra que o hábito de mentir altera o funcionamento do cérebro, aumenta o estresse e pode prejudicar a saúde emocional com o tempo.

Redação Portal de Prefeitura

25 de julho de 2025 às 13:55   - Atualizado às 14:08

Mentir pode fazer mal ao cérebro

Mentir pode fazer mal ao cérebro Foto: Divulgação/IA

Mentir pode até parecer um comportamento inofensivo em certas situações sociais, mas a ciência vem demonstrando que o impacto da mentira vai muito além da ética. De acordo com especialistas, o hábito de mentir pode sobrecarregar o cérebro, desencadear reações físicas típicas do estresse e até comprometer a saúde mental de forma duradoura.

Segundo a neurologista Natalia Nasser Ximenes, do Hospital Santa Lúcia (DF), mentir não é apenas mais trabalhoso do que dizer a verdade — é também prejudicial. “Mentir exige um esforço cognitivo maior. A pessoa precisa inventar uma nova versão dos fatos, lembrar dessa história fictícia e, ao mesmo tempo, manter a verdadeira versão em segredo. Esse processo exige que áreas como os lóbulos frontais, os núcleos da base e a amígdala cerebral atuem de forma intensa”, explica.

Essas regiões do cérebro estão associadas ao comportamento social, à tomada de decisões e ao controle das emoções. E a repetição frequente da mentira pode torná-las menos sensíveis, tornando o ato de enganar algo mais automático e menos desconfortável com o passar do tempo.

Além do esforço mental, mentir também provoca sintomas físicos. O corpo entende a mentira como uma ameaça emocional, o que pode gerar reações como taquicardia, suor excessivo, boca seca e até dores de cabeça. Esses sinais são similares aos de uma situação de estresse agudo, porque o cérebro ativa o eixo de resposta ao estresse para lidar com a “farsa” em curso.

Pesquisas recentes mostram que o cérebro de quem mente com frequência acaba se adaptando ao comportamento enganoso, reduzindo as respostas emocionais de culpa ou vergonha. Esse mecanismo pode favorecer transtornos como ansiedade, depressão e até perda de empatia, além de causar prejuízos nas relações sociais e profissionais.

Veja Também

Por isso, neurologistas e psicólogos alertam: a verdade, mesmo quando desconfortável, é menos custosa para o corpo e a mente do que uma mentira elaborada. “A honestidade é um alívio para o cérebro. Ela libera o indivíduo do esforço de sustentar uma versão falsa e reduz o risco de sobrecarga emocional e desgaste físico”, finaliza Natalia.

Da redação do Portal com informações do site psicologodominic.com.br

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

17:31, 24 Out

Imagem Clima

29

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Encontrada entre outras alfaces, a planta surpreendeu a equipe responsável pelo cultivo.
Curioso

Alface de 50 centímetros cresce como árvore de Natal e surpreende no Nordeste

Hortaliça foi encontrada em cultivo de universidade em Mossoró, no Rio Grande do Norte; condição de luminosidade pode explicar a aparência.

O comprador havia acumulado as moedas durante anos.
Inusitado

Borracheiro compra Hilux com milhares de moedas de R$ 1

Dinheiro guardado durante anos chegou à revendedora em sacos e um garrafão; volume levou empresário a recorrer a um banco para concluir a contagem.

Provas do Enem.
Dicas

Enem 2026: veja 10 motivos que podem levar a redação a receber nota zero

Além de saber o que fazer para conseguir uma nota alta, é importante entender quais atitudes e situações podem comprometer completamente o desempenho.

mais notícias

+

Newsletter