Foto ilustra o nascimento de Jesus Foto: Divulgação /IA
É comum ouvir que Jesus nasceu na "Palestina", mas essa afirmação, embora repetida frequentemente, não está de acordo com os registros históricos da época. O equívoco se dá por conta de um anacronismo quando se aplica um termo moderno ou posterior a um contexto do passado. No tempo de Jesus, o nome “Palestina” ainda não existia como designação oficial da região onde ele nasceu.
Segundo os registros do Novo Testamento, Jesus nasceu em Belém da Judeia, uma pequena cidade próxima a Jerusalém, dentro da província romana da Judeia, na região histórica de Israel. Esse território era habitado majoritariamente por judeus e estava sob domínio do Império Romano, mas era conhecido entre os próprios habitantes como a terra de Israel ou a terra de Judá, dependendo da região.
O termo “Palestina” só passou a ser usado oficialmente décadas após a morte de Jesus, durante o reinado do imperador romano Adriano, por volta de 135 d.C. Ele adotou o nome Syria Palaestina (Síria Palestina) depois de reprimir violentamente a revolta de Bar Kokhba, uma insurreição judaica contra o domínio romano. Como punição, Adriano decidiu apagar o nome "Judeia" e substituir por "Palestina", em referência aos filisteus, antigos inimigos do povo judeu.
Esse gesto teve um claro significado político e simbólico: era uma tentativa de eliminar a ligação dos judeus com a terra, enfraquecendo sua identidade histórica e religiosa. Portanto, o nome “Palestina” surgiu como uma estratégia de dominação e humilhação.
Em termos linguísticos, há uma relação. Em hebraico, as letras que representam os sons de “P” e “F” são muito próximas, com pequenas variações gráficas. Isso explica como a palavra “Filisteus” (Pelistim, em hebraico) evoluiu para “Palestina” no latim romano. Porém, os filisteus haviam desaparecido séculos antes, e não existia um povo chamado “palestino” no tempo de Jesus.
Muitos mapas e materiais escolares continuam a usar o termo “Palestina” de forma genérica, muitas vezes por desconhecimento histórico ou por repetição de fontes antigas. Em outros casos, há uma tentativa de evitar controvérsias políticas atuais, já que a palavra “Palestina” ganhou novos significados no século XX, com a criação do movimento nacional palestino moderno. No entanto, historicamente falando, Jesus nasceu em Israel, mais especificamente em Belém da Judeia, e não na “Palestina”.
Dizer que Jesus nasceu na Palestina é uma forma histórica e geográfica incorreta de se referir à realidade da época. É importante resgatar o contexto original, livre de distorções e anacronismos, para compreender com mais precisão os eventos e cenários bíblicos. Assim como não diríamos que Aristóteles nasceu na “Grécia moderna”, devemos evitar atribuições que não existiam no tempo em questão.
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