Nautico e Ibis nas redes sociais Foto: Reprodução/IA
No universo digital do futebol brasileiro, uma história curiosa chama atenção: o Íbis Sport Club, conhecido há décadas como o “pior time do mundo”, tem mais seguidores nas redes sociais que o tradicional Clube Náutico Capibaribe. O fenômeno reflete como narrativas e presença online podem diferir da performance dentro de campo.
Segundo o ranking do Ibope-Repucom até janeiro de 2026, o Íbis soma 1.407.258 seguidores nas cinco principais plataformas (Instagram, TikTok, Facebook, Twitter/X e YouTube). Já o Náutico, clube com história mais estruturada e relevância esportiva em divisões superiores, aparece em 32º lugar no Brasil, com 916.711 seguidores no total, cerca de meio milhão a menos do que o “pior do mundo” digitalmente. Esse contraste também se reflete no Nordeste: o Íbis ocupa 7º lugar regional, à frente do Náutico, em 8º.
A fama de “pior time do mundo” do Íbis não é apenas um bordão contemporâneo; tem raízes históricas. Fundado em 1938 no município de Paulista (PE), o clube ficou marcado por uma sequência de três anos e 11 meses sem vencer um jogo, entre 1980 e 1984, período de 55 partidas, com 48 derrotas e 7 empates que chamou a atenção da imprensa e acabou registrado no antigo Guinness Book of Records como um dos maiores jejum de vitórias de um time profissional de futebol.
Ao observar o crescimento de janeiro de 2025 a janeiro de 2026, o Íbis teve um ganho de +120.127 seguidores, cerca de 9% de aumento, enquanto o Náutico cresceu +55.099 seguidores, cerca de 6% no mesmo período. Embora o crescimento percentual do Íbis seja maior, a base total de seguidores indica uma presença digital surpreendentemente robusta para um clube de menor expressão esportiva.
Instagram: o Náutico mantém uma base consolidada e estável, enquanto o Íbis teve pequena queda de -3.249 seguidores no período analisado.
TikTok: o Íbis lidera com 628.400 seguidores, superando o Náutico, que soma 208.000, evidenciando forte apelo do clube nas plataformas de vídeo curto e entre público jovem.
Facebook, Twitter/X e YouTube: o Náutico apresenta números consistentes e crescimento ou estabilidade, ao passo que o Íbis alterna entre estabilidade e pequenas quedas dependendo da plataforma.
A fama de “pior time do mundo” acabou se tornando uma marca cultural para o Íbis e reconhecida inclusive por veículos nacionais e internacionais e por suas histórias peculiares de derrotas que muitos torcedores e a própria imprensa abraçaram com humor e identidade própria.
Dentro de campo, o clube percorre divisões inferiores e vive momentos de competitividade variada, sem o mesmo protagonismo que grandes clubes estaduais. No entanto, nas redes sociais, o Íbis tem transformado uma narrativa tradicional de derrotas em engajamento e presença digital, alcançando públicos além de sua base geográfica e esportiva.
Para clubes menores, essa presença online pode se traduzir em visibilidade ampliada, oportunidades de marketing e aproximação com públicos fora dos estádios, enquanto clubes maiores equilibram tradição e atividade digital em bases maiores, porém mais estáveis em crescimento.
O caso do Íbis mostra que, no futebol do século XXI, identidade, história e criatividade nas redes sociais podem ser tão impactantes quanto os resultados dentro de campo.
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