Representações dos animais do horóscopo chinês, que definem o signo pelo ano de nascimento. Foto: Freepik
O horóscopo chinês continua a despertar curiosidade em quem se interessa por astrologia e busca novas formas de interpretar personalidade e comportamento. Embora muitas pessoas comparem seus signos orientais com os signos ocidentais, os dois sistemas seguem lógicas distintas e utilizam métodos próprios para definir características e ciclos de tempo. Essa diferença de estrutura faz cada astrologia criar interpretações diferentes, mesmo quando analisam temas semelhantes, como tendência emocional, fases de vida e estilo de relacionamento.
O horóscopo ocidental baseia seus signos no dia e mês de nascimento, considerando a posição do Sol no momento em que a pessoa chega ao mundo. A astrologia tradicional do Ocidente trabalha com Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes, cada um associado a cerca de um mês do ano. Esse modelo usa o calendário solar, que mantém datas fixas e segue o ano civil que começa sempre em 1º de janeiro. Por isso, o sistema se organiza em ciclos anuais que se repetem com regularidade.
O horóscopo chinês adota outro caminho. Em vez de olhar para o dia do nascimento, ele determina o signo pelo ano. Cada ano recebe a regência de um dos 12 animais: Rato, Boi, Tigre, Coelho, Dragão, Serpente, Cavalo, Cabra, Macaco, Galo, Cão ou Porco. O ciclo de animais se repete a cada 12 anos, e cada pessoa leva o símbolo do ano em que nasceu como referência para compreender tendências e padrões de comportamento. Como o calendário chinês segue as fases da Lua, o Ano Novo começa em datas variáveis, geralmente entre o fim de janeiro e o início de fevereiro. Isso faz muitas pessoas descobrirem que nasceram no signo do ano anterior, dependendo do mês de aniversário.
Outro ponto que diferencia os dois sistemas está na construção das interpretações. O modelo ocidental costuma focar na individualidade, já que cada mapa astral inclui posições específicas da Lua, dos planetas e das chamadas casas astrológicas. Essas combinações produzem análises mais detalhadas, que abordam temas como estilo de comunicação, forma de agir, preferências emocionais e inclinações profissionais. Por essa razão, a astrologia ocidental se populariza em previsões diárias, semanais e mensais, sempre baseadas no movimento dos astros no dia presente.
No horóscopo chinês, as análises seguem uma lógica mais abrangente. Cada animal simboliza um conjunto de comportamentos e maneiras de lidar com o mundo, mas os chineses também consideram os cinco elementos: Madeira, Fogo, Terra, Metal e Água que se alternam em ciclos maiores, tradicionalmente de 60 anos. Esses elementos influenciam a interpretação do signo e ajudam a explicar diferenças entre pessoas que carregam o mesmo animal, mas nasceram em anos distantes. Por exemplo, dois indivíduos do signo de Tigre podem expressar características diferentes se um deles nasceu em um ano associado ao elemento Fogo e o outro ao elemento Água.
As diferenças culturais também influenciam a forma como cada sociedade usa a astrologia. No Ocidente, as pessoas buscam previsões rápidas, ligadas ao cotidiano, ao trabalho e às relações pessoais. Já no Oriente, o horóscopo chinês aparece com força em festividades, como o Ano Novo Lunar, quando comunidades celebram o início de um novo ciclo regido por um animal específico. Essa associação reforça a ideia de que cada ano traz uma energia própria, que pode influenciar decisões e expectativas gerais.
Embora muita gente tente encontrar equivalências entre signos orientais e ocidentais, os sistemas não se correspondem de forma direta. Um Dragão não representa o mesmo que Áries, assim como um Boi não tem relação com Touro. Cada astrologia organiza seus símbolos a partir de tradições próprias, que nasceram de observações diferentes sobre natureza, tempo e comportamento humano.
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