Pão alimento mundial. Foto: Freepik
A trajetória do pão é, essencialmente, a trajetória da própria civilização. Em primeiro lugar, é preciso compreender que o surgimento deste alimento está intrinsecamente ligado ao momento em que o homem deixou de ser nômade para se tornar agricultor, há cerca de 10 mil anos. De fato, conforme relata o portal Mega Curioso, as primeiras versões do pão eram muito diferentes das que conhecemos hoje; tratava-se de uma mistura de grãos moídos com água, assada sobre pedras quentes ou cinzas, resultando em uma massa seca e dura.
O papel do Egito Antigo na revolução da fermentação
Embora os primeiros registros venham da Mesopotâmia, foram os egípcios os responsáveis por transformar o pão em algo mais próximo do atual. Além disso, por volta de 4.000 a.C., eles descobriram acidentalmente o processo de fermentação. Nesse sentido, acredita-se que uma massa esquecida ao relento tenha sido "contaminada" por leveduras do ar, fazendo-a crescer e tornar-se mais macia após o cozimento. Pesquisas históricas citadas pela National Geographic reforçam que, no Egito, o pão era tão valioso que servia inclusive como moeda de troca para pagar salários de trabalhadores.
O pão na antiguidade clássica e a expansão romana
Com o passar dos séculos, a técnica de panificação cruzou o Mediterrâneo e chegou à Grécia e à Roma. Dessa forma, os romanos foram os grandes responsáveis por industrializar a produção, criando os primeiros moinhos movidos por cavalos e padarias públicas. De acordo com fontes do History Channel, o pão tornou-se uma ferramenta política central no Império Romano, consolidada na famosa política do "Pão e Circo", onde a distribuição gratuita de trigo e pães era utilizada para manter a plebe satisfeita e evitar revoltas populares.
A Idade Média e a diferenciação social pelo trigo
Durante o período medieval, o tipo de pão que uma pessoa consumia servia como um claro marcador de classe social. Consequentemente, os nobres tinham acesso ao pão branco, feito com farinha de trigo refinada e peneirada exaustivamente. Já os camponeses e as classes menos favorecidas consumiam o "pão preto" ou integral, feito com centeio, cevada e todas as impurezas do grão. Contudo, independentemente da qualidade, o pão permanecia como a base calórica quase exclusiva de milhões de pessoas, sendo o alimento obrigatório que garantia a sobrevivência em tempos de escassez.
A revolução industrial e a padronização moderna
A chegada da era industrial no século XIX mudou novamente a face da panificação global. Assim sendo, o desenvolvimento de fermentos químicos e biológicos isolados permitiu que o pão fosse produzido em larga escala e com tempo reduzido. O artigo do Mega Curioso destaca que a introdução do pão de fôrma fatiado, já no século XX, foi um dos maiores marcos de conveniência da história moderna. Portanto, o que começou como uma papa de grãos em pedras quentes evoluiu para uma indústria multibilionária que, mesmo com as dietas contemporâneas, mantém o pão como o item mais democrático da lista de compras.
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