UH-60 Black Hawk foi escolhido para reforçar operações da PM fluminense após estudo científico apontar superioridade em segurança, capacidade e versatilidade.
Helicóptero UH 60 Black Hawk Foto: Divulgação/Lockheed Martin
O Governo do Estado do Rio de Janeiro anunciou recentemente a aquisição de um helicóptero UH-60 Black Hawk para reforçar as ações da Polícia Militar. A decisão, que envolve um investimento superior a R$ 70 milhões, não foi tomada por preferência ou prestígio militar, mas baseada em um estudo científico rigoroso que avaliou os modelos de helicópteros mais adequados para operações policiais na cidade.
O estudo, publicado na revista internacional Axioms (MDPI), utilizou o método WASPAS (Weighted Aggregated Sum Product Assessment), uma técnica matemática de análise multicritério. Pesquisadores ligados à Polícia Militar, ao Instituto Militar de Engenharia (IME) e ao Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) transformaram missões reais da PM, risco operacional, capacidade de sobrevivência, proteção balística e versatilidade em critérios mensuráveis, atribuíram pesos com base na percepção de 32 pilotos ativos em diferentes estados do Brasil e deixaram que o modelo apontasse o helicóptero mais adequado.
O UH-60 Black Hawk obteve a maior pontuação entre 15 modelos avaliados, destacando-se em disponibilidade operacional e proteção da tripulação, critérios considerados cruciais para o Rio de Janeiro, onde áreas de risco sob domínio de facções armadas exigem aeronaves confiáveis e resistentes.
O Black Hawk tem capacidade para transportar até 15 pessoas, atinge velocidades superiores a 200 km/h e pode operar em ambientes hostis, inclusive sob disparos de armas de fogo, tornando-se ideal para patrulhamento, resgate e apoio a operações policiais em território urbano complexo.
Entre os concorrentes, o Leonardo AW139 ficou em segundo lugar e o Bell 412 em terceiro, mas nenhum apresentou desempenho tão equilibrado em proteção, confiabilidade e capacidade multimissão quanto o Black Hawk.
Segundo o oficial da Marinha e pesquisador Marcos dos Santos, que participou do estudo, decisões públicas baseadas em modelos estruturados reduzem desperdícios e aumentam a eficiência, beneficiando diretamente a sociedade:
“Escolher um helicóptero errado não é apenas um erro administrativo. Pode significar maior risco para tripulações e operação menos eficiente”, afirmou.
A compra do UH-60 Black Hawk representa um raro exemplo de convergência entre ciência e decisão política no Brasil, mostrando que evidência técnica pode orientar investimentos públicos de alto impacto financeiro e humano. A aeronave será entregue em até 180 dias e deve se tornar peça central das operações da PM do Rio de Janeiro.
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