Campeão Olímpico ou do Mundo??? Eis a questão. Foto: AUF/Divulgação
Devido ao grande sucesso da matéria sobre a Copa de 1930, decidimos mergulhar no período que antecedeu o maior espetáculo da Terra. Em primeiro lugar, é preciso entender que o futebol não nasceu com um torneio próprio. Nos primeiros anos do século XX, o esporte era tratado como uma modalidade secundária nos Jogos Olímpicos. Nas edições de 1900 e 1904, por exemplo, nem sequer seleções nacionais competiam, mas sim clubes locais representando seus países. De fato, o reconhecimento oficial da FIFA para o torneio olímpico só começou a ganhar corpo após a Primeira Guerra Mundial, quando a entidade percebeu que o futebol precisava de uma gestão global unificada.
O domínio britânico e a transição para o profissionalismo
Nos primeiros anos de competições oficiais organizadas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), a Grã-Bretanha exercia um domínio absoluto. Além disso, o conceito de amadorismo era levado ao extremo: os jogadores não podiam receber salários, o que excluía muitos dos melhores talentos que já começavam a atuar profissionalmente em ligas locais. Nesse sentido, o futebol olímpico de 1908 e 1912 serviu para mostrar que o esporte tinha apelo de público, mas ainda faltava o tempero da competitividade internacional fora do continente europeu. Foi somente na década de 1920 que o cenário mudou drasticamente com a chegada dos sul-americanos.
Por que o Uruguai ostenta quatro estrelas na camisa?
Uma das maiores curiosidades para quem acompanha o futebol hoje é entender por que o Uruguai, campeão de duas Copas (1930 e 1950), utiliza quatro estrelas sobre o escudo. Dessa forma, a explicação reside nos torneios olímpicos de 1924, em Paris, e 1928, em Amsterdã. Naquela época, a FIFA organizava o futebol dentro das Olimpíadas e declarou que aqueles vencedores seriam considerados "Campeões Mundiais de Amadores". O Uruguai assombrou o mundo com um futebol de toques rápidos e habilidade técnica, vencendo as duas edições de forma invicta. Consequentemente, o sucesso desses torneios foi o empurrão final que Jules Rimet precisava para convencer a FIFA a criar um campeonato independente.
O conflito entre o amadorismo e a criação da copa
O crescimento do futebol nas Olimpíadas gerou um impasse inevitável. O COI exigia que apenas amadores participassem, enquanto a FIFA queria incluir os profissionais que já brilhavam nas ligas da Itália, Espanha e América do Sul. Contudo, como o Comitê Olímpico se recusou a abrir mão de suas regras rígidas, a FIFA decidiu trilhar seu próprio caminho. Nesse contexto, a Copa de 1930 surgiu como um grito de independência. Se os Jogos Olímpicos de 1924 e 1928 não tivessem sido um sucesso absoluto de público e crítica, talvez a Copa do Mundo que conhecemos hoje sequer tivesse saído do papel.
O legado das medalhas de ouro para o futebol moderno
O futebol antes da Copa do Mundo era romântico, mas carregava as sementes da organização moderna. Assim sendo, as Olimpíadas serviram como o laboratório perfeito para testar regras, arbitragens e logísticas de viagens internacionais. Portanto, ao olharmos para o torneio de 2026, é fundamental reverenciar o período olímpico, pois foi naquelas gramas europeias dos anos 20 que o mundo descobriu que o futebol era uma linguagem universal capaz de parar nações inteiras em busca de uma medalha ou de um troféu de ouro.
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