Ilha de Fernando de Noronha. Foto: Weidson Carlos
O arquipélago de Fernando de Noronha fica a 545 quilômetros do litoral de Pernambuco e a 360 quilômetros da costa do Rio Grande do Norte.
Apesar da proximidade geográfica com o território potiguar, a ilha pertence ao estado de Pernambuco. A explicação envolve uma longa história de ocupações, disputas territoriais e decisões políticas que começaram no período colonial.
A descoberta oficial da ilha aconteceu em 10 de agosto de 1503, durante uma expedição portuguesa que explorava o litoral da América do Sul.
Com 26 quilômetros quadrados e formada por 21 ilhas e ilhotas, Fernando de Noronha passou a ser um ponto estratégico no Oceano Atlântico, tanto para o comércio marítimo quanto para a proteção da colônia brasileira.
Mesmo estando mais próxima do Rio Grande do Norte, a ilha nunca foi ocupada por eles. Por esse motivo, a posse do arquipélago nunca foi associada ao estado vizinho. Já Pernambuco, por ter exercido influência desde os primeiros registros de ocupação, acabou assumindo o controle oficial da ilha ainda no período colonial.
Durante os séculos seguintes, Noronha se tornou alvo de disputas entre potências europeias. Ingleses, franceses e holandeses ocuparam a ilha em diferentes períodos. A posição geográfica, isolada e avançada no oceano, facilitou invasões e atividades militares.
A partir do ano de 1700, o território foi definitivamente atribuído a Pernambuco, reconhecendo a ocupação histórica do estado sobre a região.
A importância da ilha também se destacou no século 20. Durante a Segunda Guerra Mundial, Fernando de Noronha serviu como base militar das forças armadas brasileiras. Décadas depois, na ditadura militar, a ilha voltou a receber atenção especial do governo federal.
A prisão construída no século 18 abrigou presos políticos e comuns. Um dos nomes mais emblemáticos foi o de Miguel Arraes, ex-governador de Pernambuco, avô de Eduardo Campos, que também governou o estado.
Por muitos anos, a administração da ilha ficou sob controle da União. A gestão federal destinou cerca de 70% do território ao Parque Nacional Marinho, criado com o objetivo de proteger o ecossistema único da região.
Esse status permaneceu até 1988, quando o Decreto Federal nº 4.102 perdeu validade e o arquipélago foi reintegrado ao estado de Pernambuco.
Desde então, Fernando de Noronha continua sob administração estadual. O Governo de Pernambuco mantém um administrador-geral indicado diretamente pelo governador para gerenciar a ilha. .
Fernando de Noronha é reconhecida nacional e internacionalmente como um dos destinos mais procurados do Brasil. A presença de tartarugas, golfinhos e outras espécies marinhas reforça o título de santuário ecológico. Além disso, a limitação de visitantes por dia ajuda a preservar o equilíbrio ambiental da região.
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