Paris, capital e cidade símbolo da França. Foto: Noelle Marques
A França é um país de contrastes notáveis, onde a sofisticação do savoir-vivre (saber viver) se mistura com uma história repleta de momentos inusitados e regras culturais extremamente específicas. De fato, a nação que deu ao mundo a Revolução Francesa e a alta costura guarda fatos históricos e curiosidades cotidianas que surpreendem.
A seguir, exploramos seis fatos surpreendentes sobre a França, conforme narrativas de historiadores e guias culturais.
A inesperada derrota de Napoleão na caçada
Em primeiro lugar, você pode até conhecer Napoleão Bonaparte pelas suas conquistas militares, mas provavelmente não sabia que ele foi, literalmente, "derrotado" por uma legião de coelhos. Durante uma caçada organizada por seu staff, centenas de coelhos foram soltos para serem caçados como passatempo. O problema? Os coelhos, domesticados e famintos, confundiram Napoleão com o homem que os alimentava — e o atacaram em massa. Segundo registros históricos, ele e sua equipe precisaram fugir desesperados. Portanto, um dos maiores estrategistas militares da história teve sua honra atacada por uma matilha faminta de lagomorfos.
Uso prolongado da guilhotina e a extinção da pena
Apesar de ser o símbolo máximo da Revolução Francesa (1789), a guilhotina permaneceu em uso oficial no país até o ano de 1977. O último condenado executado dessa forma foi Hamida Djandoubi, um assassino julgado em Marselha. Mais curioso ainda, a guilhotina foi oficialmente abolida apenas em 1981, quando a França extinguiu a pena de morte — tornando-se, assim, um dos últimos países europeus a fazê-lo.
Hino agressivo e o reino dos mil queijos
Outrossim, o hino nacional francês, A La Marseillaise, é famoso por sua melodia vibrante, mas a letra, por sua vez, é praticamente um grito de guerra. Com frases como “Que um sangue impuro regue nossos campos”, o hino foi escrito durante a Revolução Francesa e possui um tom violento que ainda gera debate entre os franceses. Apesar disso, continua sendo um símbolo poderoso de resistência e orgulho nacional.
Ademais, a paixão dos franceses por queijo é tão séria que há mais de 1.000 tipos catalogados no país. Eles não apenas produzem uma enorme variedade, como também consomem em média 26 kg de queijo por pessoa por ano, superando, inclusive, os italianos. Dessa forma, Camembert, Roquefort e outras especialidades regionais são essenciais: para muitos franceses, nenhuma refeição está completa sem um bom formage.
Os códigos de saudação e o silêncio urbano
Na França, cumprimentar com beijinhos no rosto (bises) é uma tradição, mas o número de beijos varia conforme a região! Por exemplo, em Paris, o comum são dois beijos; já em Montpellier, pode-se dar até quatro. Existe até um mapa online chamado Combien de bises (“Quantos beijos?”) que mostra quantos beijos se deve dar dependendo da cidade.
Por fim, se você é do tipo que adora puxar papo com desconhecidos, talvez estranhe a postura mais reservada dos franceses. Em transportes públicos, filas ou elevadores, a norma cultural é manter o silêncio e evitar interações desnecessárias com estranhos. Este comportamento não significa frieza, mas sim respeito pelo espaço e privacidade do outro — um valor muito presente no estilo de vida na França.
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