Família descobre tigela da dinastia Song em venda de garagem. Imagem gerado por IA
Uma família norte-americana viveu um daqueles momentos de sorte que parecem enredo de filme: ao visitar uma típica venda de garagem em Nova York, adquiriu uma pequena tigela branca por apenas US$ 3, sem imaginar que levava para casa uma obra-prima de valor histórico e comercial incalculável.
Guardada sem grandes pretensões por anos, a peça ostentava características simples, com cerca de 12,5 centímetros de diâmetro e acabamento marfim. Mas seu destino mudaria radicalmente quando especialistas foram chamados, revelando um verdadeiro tesouro: tratava-se de uma cerâmica Ding da dinastia Song do Norte, considerada uma das mais cobiçadas da história chinesa.
A autenticidade foi confirmada após análises comparativas minuciosas e consultas ao catálogo da Sotheby’s, famosa casa de leilões. O resultado surpreendeu: a tigela recém-descoberta apresentava motivos de lótus incisos e folhas sobrepostas, itens típicos da estética Song, e pertencia ao seleto grupo das cerâmicas Ding, que representam excelência técnica e raridade.
A Sotheby’s estimou inicialmente o valor entre US$ 200 mil e US$ 300 mil. Mas, durante o leilão realizado em Nova York, o prestígio e exclusividade da peça elevaram os lances até US$ 2,225 milhões, valor final que destaca a crescente valorização da arte asiática no mercado internacional.
Originárias dos “cinco grandes fornos” da China, as cerâmicas Ding atraem colecionadores com seus traços refinados: paredes finíssimas, vidrado marfim, naturalismo sofisticado e acabamento delicado. Raridade e estado de conservação influenciaram diretamente no preço da tigela; outro exemplar semelhante só existe no acervo do British Museum, em Londres.
Esse contexto reforça a importância da documentação detalhada e comparações técnicas no mundo dos leilões, onde a escassez e a autenticidade movem fortunas e paixões.
A tigela Song adquirida por apenas US$ 3 ganhou valor graças a:
O surgimento inusitado da tigela reacendeu o interesse pelas cerâmicas da dinastia Song (960–1127), marcadas pela sutileza estética e técnica excepcional. O sucesso desse leilão mostra como obras com proveniência clara e publicação em catálogos especializados podem criar disputas acirradas e elevar recordes de preço.
“Peças históricas raras inspiram emoções únicas e disputas intensas entre museus e colecionadores”, relatou a Sotheby’s no evento, apontando para uma tendência que valoriza cada vez mais as relíquias chinesas.
Casos de achados como este não são únicos. Em Connecticut, uma tigela Ming comprada por US$ 35 foi leiloada por US$ 721 mil; ambos os exemplos reforçam a importância da análise técnica e da consulta profissional antes de qualquer negociação, além de alertar garimpeiros de vendas de garagem para sempre buscar orientação especializada.
Para quem sonha com um achado semelhante, as recomendações dos profissionais são claras: nunca restaurar a peça por conta própria, documentar com fotos e buscar casas de leilão com experiência em arte asiática. E, além disso, respeitar todas as regras de patrimônio e exportação, garantindo que o item tenha destinação legal e ética.
A narrativa da família e da tigela Song revela como o acaso pode transformar objetos comuns em patrimônios históricos. Ao unir investigação técnica, paixão pelo colecionismo e disputas internacionais, essa descoberta inspirou debates sobre o que vale mais: manter tais relíquias em museus ou aceitar os altos valores do mercado privado.
Uma história que mostra, acima de tudo, que as vendas de garagem ainda guardam mistérios capazes de mudar vidas e reescrever capítulos valiosos da história da arte mundial.
3
4
12:53, 13 Fev
26
°c
Fonte: OpenWeather
Para muitos foliões, os energéticos se tornaram aliados indispensáveis para aguentar longas horas de blocos, trios e desfiles.
Mesmo quem não conhece costuma reconhecer a máscara, o silêncio e a atmosfera de suspense que cercam o personagem.
Da estreia de Pelé e Garrincha à inovação tática do 4-2-4, veja os fatos que consagraram a Seleção Brasileira na Suécia.
mais notícias
+