Escorpião localizado através da luz ultravioleta. Foto: Reprodução/IA
Os escorpiões podem parecer criaturas silenciosas, mas quando a luz certa incide sobre eles, revelam um comportamento curioso: a luz ultravioleta faz esses aracnídeos brilharem em tons verde-azulados. Pesquisas indicam que esse fenômeno de fluorescência ocorre porque o exoesqueleto do escorpião absorve radiação ultravioleta e emite luz visível depois.
Esse recurso luminoso não serve apenas para efeito visual. Profissionais de saúde pública e de controle de pragas já utilizam a luz UV como ferramenta para localizar escorpiões em ambientes urbanos — locais onde esses animais representam risco real, especialmente em cidades brasileiras.
Quando um escorpião recebe luz ultravioleta de onda longa, o seu exoesqueleto responde com um brilho característico. Essa resposta se deve à presença de substâncias químicas que absorvem a luz UV e a reemitem em comprimentos de onda visíveis.
O brilho facilita muito a visualização durante a noite ou em ambientes escuros, algo útil porque muitos desses animais se movimentam em locais de sombra ou à noite.
Agentes de saúde ou equipes de controle de vetores podem utilizar lanternas ou luzes “negra” (UV) para inspecionar locais com risco de escorpiões — por exemplo, sótãos, esgotos, rodapés, entulhos ou áreas urbanas pouco monitoradas. Esse tipo de inspeção permite identificar escorpiões que normalmente passariam despercebidos no escuro.
Além disso, sistemas automatizados de detecção de escorpiões vêm sendo desenvolvidos com base na fluorescência sob luz UV, combinados com visão computacional, o que reforça a utilidade desse fenômeno como ferramenta de saúde pública.
Em países como o Brasil, acidentes com escorpiões aumentaram nos últimos anos e representam um desafio para o sistema de saúde pública.
Identificar com mais precisão a presença desses aracnídeos em zonas urbanas ajuda as equipes a intervir de forma mais rápida e focada: detectar áreas de risco, orientar a população, aplicar medidas de controle e reduzir os incidentes de picadas.
Quando agentes utilizam a luz UV para inspeção, conseguem localizar espécies que se escondem em locais pouco visíveis durante o dia e que, portanto, podem passar despercebidas e causar acidentes. Isso gera menos surpresas, menos riscos para a população e menos carga para unidades de saúde.
Vale lembrar que, embora o uso da luz UV facilite a localização dos escorpiões, o risco de envenenamento não desaparece. Muitas espécies do gênero Tityus serrulatus, por exemplo, são responsáveis por casos graves.
Por isso, toda intervenção ou inspeção deve seguir protocolos de segurança, especialmente em áreas onde o animal já se adaptou ao ambiente urbano. O brilho sob luz UV ajuda a identificar, mas o manejo e a retirada requerem cuidados técnicos adequados.
3
09:42, 13 Fev
25
°c
Fonte: OpenWeather
O fato ganhou destaque em relatos históricos e passou a aparecer com frequência quando se tenta explicar a origem do medo coletivo ligado à data.
A leitura sugere menos impulsividade e mais planejamento, com destaque para conversas diretas e busca por estabilidade emocional.
Sorteio de 12/02 não teve ganhador dos sete números e distribuiu prêmios para milhares de apostas nas demais faixas.
mais notícias
+