A trajetória de Alexandra Borges passou pela pobreza, pelo varejo e por uma experiência profissional em Angola antes da chegada ao setor de alimentação.
14 de agosto de 2026 às 14:45 - Atualizado às 15:22
Empresária e escritora Alexandra Borges. Foto: Reprodução/Redes sociais/IA
Antes de administrar cafeterias e projetar um faturamento milionário, Alexandra Borges precisou começar a trabalhar ainda criança. Sua história teve início em Jacareí, no interior de São Paulo, onde foi encontrada em um lixão quando tinha apenas 1 ano e 10 meses.
Alexandra foi acolhida por uma mulher chamada Sebastiana, uma lavadeira que se tornou sua mãe adotiva. A menina passou a viver com os nove filhos da mulher em uma casa marcada por dificuldades financeiras, mas também por união e cuidado.
A falta de recursos levou Alexandra a buscar uma forma de ajudar a família aos 8 anos. Ela saiu pelas ruas para vender coxinhas preparadas por Sebastiana, depois de ver a mãe preocupada por não conseguir comprar uma torneira para trabalhar.
A primeira tentativa não deu resultado. Alexandra, então, mudou a maneira de abordar os clientes e passou a contar a situação enfrentada em casa. Segundo a empresária, a nova estratégia permitiu que ela vendesse todas as coxinhas.
Aos 13 anos, Alexandra conseguiu uma oportunidade como balconista em uma papelaria. Durante um temporal, colocou os guarda-chuvas da loja à venda na calçada e conseguiu acabar com o estoque.
Após ser efetivada, Alexandra passou a conciliar o trabalho durante o dia com os estudos no período noturno.
Mais tarde, Alexandra se casou, teve dois filhos e enfrentou um divórcio. Após o divórcio, Alexandra continuou no varejo, trabalhando como vendedora e gerente em lojas de grandes marcas de calçados.
Depois de crescer profissionalmente no varejo, ela aceitou o desafio de participar da abertura de uma operação comercial em Angola. A experiência durou cinco anos e permitiu que acumulasse o dinheiro usado posteriormente para entrar no empreendedorismo.
Em 2015, Alexandra investiu em uma franquia da Casa do Pão de Queijo. Seis meses depois, abriu uma unidade do Café do Ponto.
As duas operações receberam mais de 150 mil clientes em 2024. Naquele ano, o faturamento cresceu 23% e alcançou aproximadamente R$ 6 milhões, segundo informações publicadas na imprensa.
O passo seguinte foi a abertura do Café do Barão, marca própria instalada em um shopping de São José dos Campos. Com os três negócios, Alexandra estabeleceu para 2025 a meta de chegar a R$ 8 milhões em faturamento. O número divulgado representa uma projeção daquele período, e não um resultado posteriormente confirmado.
A empresária também levou sua trajetória para a literatura. Em 2025, lançou a autobiografia “Improvável não é impossível”, publicada pela Trend Editora.
A obra reúne episódios da infância, da carreira em vendas e da construção dos negócios. Alexandra também passou a atuar como palestrante e mentora, abordando temas ligados ao atendimento ao cliente, empreendedorismo e independência financeira feminina.
Ela atribui parte central de sua trajetória a Sebastiana, a mulher que a acolheu ainda criança. A história completa também foi apresentada em reportagens da Exame e do Terra.
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