Descubra o Poço da Camisa, o poço "sem fundo" de Goiás com água azul-turquesa. Créditos: Reprodução/G1/Globo
No interior de Goiás, no complexo espeleológico de Terra Ronca, existe um poço cuja existência desafia a ciência e alimenta o imaginário popular: o Poço da Camisa. Com águas que variam entre azul-turquesa e verde-esmeralda, sua profundidade real é um mistério, e a lenda de um vaqueiro que desapareceu nas suas proximidades garante um clima de mistério e fascínio.
O Poço da Camisa é uma dolina de colapso, formada pelo desabamento do teto de uma caverna em terreno calcário, típico do relevo cárstico. Essa cratera natural apresenta paredes verticais que descem cerca de 30 metros até o espelho d’água, sendo que os mergulhadores técnicos já exploraram aproximadamente 90 metros de profundidade no total, incluindo uma parte submersa de 60 metros, sem encontrar seu fundo. A existência de um conduto lateral inexplorado ressalta sua fama de "poço sem fundo".
A história que dá nome ao poço envolve um vaqueiro desaparecido misteriosamente. Moradores locais contam versões diferentes: ele teria sido atacado por uma onça, caído do cavalo ou até vítima de assassinato, mas sempre com o mesmo detalhe simbólico — sua camisa pendurada em um galho próximo ao poço. Essa narrativa é passada de geração em geração e alimenta o imaginário em torno do local.
Um dos aspectos mais impressionantes do Poço da Camisa é a variação da coloração da água conforme a estação do ano. Durante a seca, as águas ficam cristalinas em tom azul-turquesa; na época das chuvas, passam para um verde-esmeralda. Esse fenômeno resulta da combinação da transparência da água em terreno calcário, a presença de calcita dissolvida, o volume de precipitações e a incidência de luz solar que entra pela abertura superior do poço, funcionando como uma claraboia natural. A água cristalina é possivelmente conectada ao aquífero Urucuia, uma das maiores reservas subterrâneas da região.
O acesso ao poço é difícil e perigoso, exigindo autorização e acompanhamento especializado. Para chegar até a água, é necessário rapel de 40 metros, e os mergulhos técnicos requerem equipamentos especiais e grande experiência, devido ao tempo restrito para descompressão em grandes profundidades. O terreno é instável, com risco de desprendimento de blocos, tornando o local impróprio para mergulhos recreativos.
O Poço da Camisa situa-se em uma propriedade privada, fora do Parque Estadual de Terra Ronca, o que dificulta a implementação de um manejo oficial e fiscalização. Especialistas alertam para a necessidade de um plano de manejo espeleológico que contemple segurança geológica, estudos hidrogeológicos, monitoramento ambiental e preservação da fauna local. O debate permanece aberto entre abrir o local ao turismo comercial e preservar sua integridade para pesquisa científica.
O Poço da Camisa, com seu misto de beleza, profundidade desconhecida e lenda centenária, segue como um convite à reflexão sobre a relação do ser humano com os enigmas da natureza e a responsabilidade de proteger esses patrimônios naturais impressionantes para as futuras gerações.
Você acredita que locais como o Poço da Camisa devem ser acessíveis para o turismo ou preservados exclusivamente para estudos científicos? A resposta pode definir o futuro desse tesouro natural de Goiás.
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