Telescópio Euclides confirma previsão de Einstein e detecta raro anel gravitacional. Imagem gerado por IA
Em 1915, Albert Einstein teorizou a relatividade geral, incluindo a previsão das lentes gravitacionais, um fenômeno raro onde a luz de galáxias distantes se curva ao passar próximo a um corpo massivo. Mais de um século depois, o telescópio espacial Euclides da Agência Espacial Europeia (ESA) confirmou essa previsão ao detectar um anel brilhante ao redor da galáxia NGC 6505, situada a 590 milhões de anos-luz da Terra.
O anel de Einstein ocorre quando a gravidade de um objeto, como uma galáxia próxima, atua como uma lente gigante, curvando a luz de uma galáxia muito mais distante atrás dela, formando um círculo perfeito. Este alinhamento quase perfeito cria imagens luminosas e curvas da luz, um fenômeno crucial para o estudo do cosmos.
Lançado em 2023 com missão de seis anos para mapear o universo escuro, o Euclides fez sua primeira descoberta significativa: um anel de Einstein ao redor da galáxia NGC 6505. Esta galáxia é conhecida desde 1884, mas o anel jamais havia sido detectado antes, graças à sensibilidade avançada dos instrumentos do Euclides.
A imagem do anel de Einstein abre uma janela para galáxias antes invisíveis, localizadas a mais de 4,4 bilhões de anos-luz. Esse fenômeno ajuda cientistas a estudar a matéria escura e a energia escura, componentes misteriosos que dominam o universo. A detecção reforça a validade da teoria da relatividade geral e oferece ferramentas para compreender a expansão cósmica.
Antes de Einstein, cientistas já tinham noções sobre deflexão da luz por gravidade, mas foi na relatividade geral que o cálculo correto do efeito foi apresentado. Curiosamente, Einstein próprio duvidou da importância prática das lentes gravitacionais, que hoje são fundamentais para a cosmologia moderna.
Foi Bruno Altieri, do Arquivo Euclides, quem percebeu no meio dos dados de teste do telescópio o anel raro. Mesmo em imagens borradas, seu olhar atento revelou um fenômeno que estava "escondido à vista", destacando a importância da análise minuciosa de dados cósmicos.
Durante sua missão, o telescópio pretende mapear bilhões de galáxias, observando até regiões de 10 bilhões de anos-luz de distância. A tecnologia do Euclides promete novas descobertas que aprofundarão o entendimento sobre a matéria escura e sobre as forças que regem a expansão do cosmos.
Apesar de sua genialidade, Einstein cometeu equívocos, como a introdução inicial da constante cosmológica, que ele acreditava manter o universo estático, e seu ceticismo quanto às lentes gravitacionais e à mecânica quântica. Estas falhas humanas não diminuem seu legado revolucionário.
A confirmação prática de uma previsão feita há 110 anos reforça a importância da ciência teórica e do investimento em tecnologia espacial. Estudos como este pavimentam o caminho para novas fronteiras do conhecimento, desvendando os mistérios do universo e inspirando gerações futuras.
Com esta descoberta, o telescópio Euclides já sinaliza um novo capítulo nas observações espaciais. O fenômeno do anel de Einstein será uma ferramenta poderosa para abordar questões fundamentais, incluindo a natureza da matéria escura, a expansão acelerada do universo e a física além do visível.
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