Uma auditoria interna realizada no Corinthians revelou um cenário de graves falhas na gestão de materiais esportivos fornecidos pela Nike e apontou indícios de desvios dentro do próprio clube.
Uniforme principal do Corinthians para 2025. Foto: Divulgação / Nike e Corinthians
Uma auditoria interna realizada no Corinthians revelou um cenário de graves falhas na gestão de materiais esportivos fornecidos pela Nike e apontou indícios de desvios dentro do próprio clube.
Determinada pelo presidente do Timão Osmar Stábile, a investigação resultou em um relatório de 94 páginas que detalha problemas estruturais no controle de estoque e a utilização de uniformes em condições inadequadas pelas categorias de base, apesar do expressivo volume de itens recebidos ao longo de 2025. Mesmo com quase 42 mil peças entregues pela fornecedora somente neste ano, o clube ultrapassou em quase 300% a cota anual prevista em contrato.
O documento, obtido pelo Estadão, mostra que houve retirada irregular de 131 itens registrados em nome do vice-presidente Armando Mendonça e a venda ilegal de camisas oficiais por um funcionário do clube. Esse colaborador foi identificado após denúncia anônima e uma compra controlada feita pelos auditores, que comprovou a negociação de três camisas por R$ 300, pagos via Pix para sua conta pessoal. A confissão confirmou o esquema de comercialização clandestina dentro do Parque São Jorge.
A auditoria indica ainda que o Corinthians não realiza um inventário formal do estoque desde setembro de 2021, permitindo o acúmulo de materiais desde 2014 sem conferência. Assim, mesmo com a quantidade de peças recebidas em 2025 superior à do ano anterior, atletas da base continuaram utilizando uniformes antigos, desgastados ou até de marcas concorrentes. Em algumas modalidades, havia materiais disponíveis, mas a distribuição não era feita de forma adequada. Um supervisor do futsal, por exemplo, precisou comprar meias com recursos próprios.
Além das irregularidades operacionais, o relatório aponta riscos fiscais e contábeis. Entre 2024 e 2025, R$ 6,4 milhões em notas fiscais não foram registradas no sistema do clube, incluindo montantes destinados ao CT Joaquim Grava. A auditoria também destaca que materiais fornecidos pela Nike somaram R$ 23,7 milhões nos dois anos, valor acima do limite estabelecido contratualmente. Paralelamente, o Corinthians gastou R$ 776 mil em itens licenciados, mesmo tendo direito ao fornecimento sem custo adicional.
Mendonça foi apontado como principal responsável por falhas no processo de administração dos materiais Nike e suspeito de retiradas indevidas. O dirigente, no entanto, classificou como falsa a informação de que comandava a política interna de distribuição e alegou que apenas buscou auxiliar no controle após a gestão anterior não cumprir com suas obrigações. O vice também negou ter intimidado o diretor de tecnologia Marcelo Munhoes durante o processo de investigação e disse ter ingressado com notificação extrajudicial para contestar as acusações.
Outros nomes foram citados no relatório, como o gerente administrativo Rafael Salomão, acusado de declarar falta de materiais que estavam no estoque e orientar que uma nota fiscal de R$ 141 mil não fosse registrada. O superintendente administrativo Ricardo Okabe também foi mencionado por suposta retaliação e assédio moral à equipe responsável pela auditoria.
Matéria feita com auxílio do Estadão Conteúdo.
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