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Conforto em alta: por que as mulheres deixam o salto para trás

O conforto ganha força e mostra que as mulheres priorizam escolhas reais em vez de antigas obrigações estéticas.

Pollyana Leite

18 de novembro de 2025 às 19:27   - Atualizado às 19:29

Mulher usa calçado confortável nas ruas, refletindo a mudança no estilo feminino contemporâneo.

Mulher usa calçado confortável nas ruas, refletindo a mudança no estilo feminino contemporâneo. Foto: Freepik

O salto alto marcou gerações como símbolo de elegância, presença e até poder. Hoje, esse acessório emblemático perde espaço para uma tendência que cresce de forma constante: a valorização do conforto. As mulheres adotam novos critérios de escolha e mostram que querem usar o que faz sentido para suas rotinas, e não o que a sociedade sempre associou à formalidade. Essa mudança de comportamento atualiza o conceito de elegância e aproxima a moda de uma vida mais prática e acolhedora.

Marcas de calçados acompanham a virada e ampliam coleções que priorizam bem-estar. Tênis casuais, sapatilhas modernas, sandálias baixas e mules estruturadas ganham evidência nas vitrines e nas ruas. Esses modelos incorporam materiais mais macios, palmilhas anatômicas e tecnologias que reduzem impacto. A indústria entende que o público quer beleza, mas não aceita mais sacrificar o próprio corpo para alcançar esse resultado. O conforto passa a integrar a identidade das novas coleções e deixa de ser apenas um diferencial.

O salto alto não desaparece, mas ocupa um espaço diferente. As mulheres adotam o hábito de escolher o salto para ocasiões específicas em vez de utilizá-lo de forma constante. Ambientes que antes exigiam uma aparência rígida passam a permitir combinações mais livres. Vemos vestidos acompanhados de tênis, alfaiataria combinada com sandálias retas e looks sociais finalizados com modelos flats. A moda, antes moldada por padrões inflexíveis, se torna mais aberta a interpretações que respeitam individualidade.

Relatórios de mercado reforçam essa mudança. Estudos globais indicam que calçados esportivos e opções confortáveis aumentaram participação nas vendas nos últimos anos. A pandemia intensificou o movimento ao aproximar consumidores de roupas e sapatos funcionais. Com o retorno ao trabalho presencial, essa preferência não diminuiu. O público defende escolhas que valorizam mobilidade, praticidade e saúde. Essa percepção reforça que o conforto não é tendência passageira, mas comportamento consolidado.

Profissionais da saúde também contribuem para o debate ao divulgar informações sobre os efeitos do uso frequente de saltos. Muitas mulheres passaram a reconsiderar hábitos de consumo depois de entender que modelos tradicionais podem causar desconforto quando usados diariamente. O acesso a esse tipo de orientação fortalece o movimento por escolhas mais suaves e alinhadas ao corpo. O bem-estar se conecta à autoestima e recebe atenção em diferentes faixas etárias.

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A moda acompanha a transformação cultural e incorpora esse olhar mais sensível. Marcas adotam campanhas que reforçam autonomia e autenticidade. Criadores apostam em design que une estilo e funcionalidade. Essa abordagem aparece tanto em coleções de luxo quanto em marcas populares, o que amplia a democratização dessa mudança. As redes sociais também ajudam a difundir referências de looks confortáveis, que ganham espaço entre influenciadoras e consumidoras comuns.

O salto alto continua como opção desejada por muitas mulheres, mas deixa de ser obrigação. Ele passa a integrar um repertório mais diverso e menos impositivo. Essa liberdade amplia a noção de elegância e permite que cada mulher adote o que combina com sua rotina, seu corpo e sua identidade. O conforto se consolida como elemento central dessa nova fase da moda feminina, que valoriza escolhas reais e respeita ritmos individuais.

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