Condomínios podem proibir pets? Saiba o que diz a lei sobre animais em apartamentos. Imagem gerado por IA
Em condomínios residenciais, a presença de pets é cada vez mais comum, mas gera dúvidas sobre proibições e regras de convivência. Decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ) estabelecem que condomínios não podem vedar genericamente a criação de animais em unidades autônomas.
O entendimento jurídico prioriza o direito de propriedade, desde que não haja prejuízo à segurança, higiene ou sossego coletivo. Assim, proibições absolutas são inválidas, mas restrições razoáveis em áreas comuns são permitidas por assembleia.
O STJ firmou posição clara: é vedado ao condomínio proibir, de forma genérica, a criação de pets em apartamentos, contanto que não representem risco aos demais moradores. Essa regra vale para cães, gatos e outros animais domésticos.
A Constituição Federal protege o direito de propriedade, e o Código Civil reforça que convenções condominiais não podem impor limitações abusivas. Casos judiciais recentes confirmam que cláusulas contrárias são nulas.
Leis estaduais, como a nº 7.791/2025 no Distrito Federal, vão além e proíbem impedimentos à manutenção de animais comunitários em condomínios, com multas para descumprimentos.
Embora os pets possam circular pelas áreas comuns, como elevadores e halls, o condomínio pode exigir uso de guia, coleira e limpeza imediata de dejetos. Restrições visam preservar o interesse coletivo.
Alguns regimentos internos cadastram os animais, exigem vacinas em dia e proíbem permanência sem tutor em certas áreas. Latidos excessivos ou odores podem gerar advertências e multas.
No Rio de Janeiro, a Lei 10.743/2025 reforça que convenções não impedem criação de animais de pequeno porte em unidades, salvo laudo veterinário comprovando risco.
Tutores de pets têm direito a manter seus animais nas unidades privativas, mas devem garantir higiene, vacinação e controle de ruídos. O síndico aplica sanções por infrações comprovadas.
Em caso de denúncias infundadas, tutores podem recorrer à Justiça para anular proibições ilegais, com base em julgados do STJ.
A evolução legislativa sobre pets em condomínios promove equilíbrio entre direitos individuais e coletivos. Condomínios pet-friendly atraem mais moradores, valorizando imóveis.
Síndicos devem adaptar regimentos à jurisprudência, promovendo assembleias para regras claras. Conflitos diminuem com educação e bom senso mútuo.
No futuro, novas leis podem uniformizar regras nacionais, ampliando proteções a protetores de animais comunitários e exigindo adaptações em prédios antigos.
Manter pets exige responsabilidade compartilhada. Tutores zelam pelo bem-estar animal, enquanto vizinhos toleram convivência pacífica, evitando judicializações desnecessárias.
Com o aumento de famílias multiespécies, condomínios investem em pet places e normas inclusivas, melhorando a qualidade de vida geral.
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