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Cometa 3I/ATLAS: visitante interestelar pode ter rota alterada por Júpiter; saiba mais 

Cientistas alertam que a trajetória do terceiro cometa interestelar registrado pode ser desviada pelo gigante gasoso, oferecendo pistas sobre seu passado na galáxia.

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26 de novembro de 2025 às 16:05   - Atualizado às 16:13

Cometa interestelar 3I/ATLAS atinge ponto mais próximo do Sol e intriga astrônomos

Cometa interestelar 3I/ATLAS atinge ponto mais próximo do Sol e intriga astrônomos Foto: Reprodução / Internet

O cometa 3I/ATLAS, terceiro visitante interestelar já registrado no Sistema Solar, segue despertando fascínio na comunidade científica. Descoberto em julho de 2025 pelo Sistema de Alerta de Impacto Terrestre de Asteroides (ATLAS), o objeto viaja a cerca de 58 km/s, velocidade típica de corpos vindos de fora da vizinhança solar.

Pesquisadores chamam atenção para um detalhe importante: antes de se afastar definitivamente do Sistema Solar, o cometa terá um encontro próximo com Júpiter, cujo campo gravitacional pode alterar levemente sua trajetória. Outros fatores, como jatos de gás liberados pelo cometa e pressão da radiação solar, também influenciam seu caminho final.

Estudos conduzidos por Goldy Ahuja, do Laboratório de Pesquisas Físicas de Ahmedabad, e Shashikiran Ganesh, do Instituto Indiano de Tecnologia de Gandhinagar, reconstruíram a rota do 3I/ATLAS e sugerem que ele viaja sozinho há bilhões de anos, possivelmente expulso de um sistema planetário antigo ou de uma região primordial da Via Láctea chamada disco espesso. Sua origem exata ainda é desconhecida, mas sua velocidade e padrão de movimento indicam que se trata de um objeto extremamente antigo, anterior até à formação do nosso Sol.

Segundo simulações, o cometa chegou ao Sistema Solar vindo da constelação de Sagitário e deve seguir rumo à constelação de Gêmeos. Astrônomos ressaltam que o período entre 9 e 22 de março de 2026 será ideal para observações detalhadas, pois a sonda Juno, em órbita de Júpiter, estará posicionada para captar dados sobre a influência gravitacional do planeta em sua rota.

Chris Lintott, professor de astrofísica da Universidade de Oxford, destaca que o movimento vertical do cometa em relação ao plano galáctico ajuda a entender a sua trajetória e reforça que ele pode ter viajado sozinho por bilhões de anos, carregando informações únicas sobre outros ambientes estelares.

O cometa 3I/ATLAS continua sendo uma oportunidade rara para os cientistas estudarem visitantes interestelares e entenderem melhor a história do Sistema Solar e da galáxia. Cada observação traz novas pistas sobre a origem de objetos que vagam pelo espaço há bilhões de anos.

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