Cometa interestelar 3I/ATLAS atinge ponto mais próximo do Sol e intriga astrônomos Foto: Reprodução / Internet
O cometa interestelar 3I/ATLAS voltou a chamar atenção da comunidade científica após apresentar uma mudança inédita em seu comportamento. Descoberto em julho de 2025 pelo telescópio ATLAS, no Chile, o objeto já havia gerado curiosidade por exibir uma anticauda apontando para o Sol, fenômeno contrário ao comportamento típico de cometas.
Agora, imagens recentes mostram que a anticauda desapareceu, dando lugar a uma cauda convencional que se estende por mais de 56 mil quilômetros, resultado de uma perda de massa de 13% após o periélio.
Especialistas observam que essa transformação coincide com a aproximação crescente do cometa à Terra, que atingirá seu ponto mais próximo em 19 de dezembro, a 270 milhões de quilômetros, distância considerada segura pela NASA.
Apesar disso, a aceleração não gravitacional do 3I/ATLAS continua a surpreender, pois não segue os padrões conhecidos de sublimação de gelo em cometas. Observações realizadas pelos telescópios Hubble e James Webb registraram um tom azulado no núcleo, associado a monóxido de carbono ionizado, além de polarização extrema da luz refletida, sinais que ainda desafiam a compreensão científica completa.
A trajetória do 3I/ATLAS começou como uma descoberta rotineira, mas rapidamente se tornou um enigma. Inicialmente, cálculos preliminares levantaram preocupação sobre um possível risco à Terra, mas revisões posteriores descartaram qualquer ameaça.
A órbita hiperbólica do cometa confirma sua origem interestelar, seguindo os passos de ‘Oumuamua’ e 2I/Borisov, mas apresenta características únicas que desafiam modelos tradicionais de cometas.
No dia 5 de novembro, a NASA divulgou imagens do cometa após o periélio mostrando que ele se manteve intacto, algo inesperado diante da intensa sublimação prevista. A coma, nuvem de gás e poeira ao redor do núcleo, revelou alta concentração de dióxido de carbono, uma composição incomum para objetos desse tipo. O astrofísico Avi Loeb, de Harvard, destacou que o cometa manteve sua integridade com energia superior à prevista, levantando questões sobre sua composição.
A polêmica ganhou força com a observação de que o 3I/ATLAS cruzará o Raio de Hill de Júpiter em março de 2026 com precisão de 1 em 26 mil, o que levou Loeb a mencionar hipóteses sobre possível origem artificial. A NASA, porém, mantém que os efeitos observados podem ser explicados pela propulsão natural gerada pelos jatos de gás resultantes da sublimação de gelo.
Enquanto isso, a presença do cometa no imaginário popular também chamou atenção. Usuários das redes sociais especularam sobre cenários envolvendo vida extraterrestre, mas análises realizadas por radioastronomia confirmaram a natureza cometária do objeto. A ONU, por meio da Rede Internacional de Alerta de Asteroides (IAWN), intensificou observações de novembro a janeiro, não por risco de impacto, mas para monitorar a química e a dinâmica de um visitante de outro sistema solar.
Observatórios de todo o mundo acompanharam a passagem do 3I/ATLAS. No Brasil, o Pico dos Dias registrou detalhes da cauda, visível a olho nu em locais com pouca poluição luminosa. Especialistas explicam que a aproximação de Júpiter e Marte poderá alterar levemente sua trajetória, projetando o cometa para a constelação de Gêmeos pelos próximos 100 anos.
As anomalias registradas incluem a anticauda solar inicial, a cauda convencional após o periélio, aceleração anômala, coloração azulada e polarização extrema. Para a NASA, esses efeitos são resultado da sublimação de gelo, que cria jatos naturais, e de uma composição rica em monóxido e dióxido de carbono, incomum, mas natural. Cientistas também destacam que espectroscopia detalhada poderá revelar mais sobre os elementos de outro sistema solar e ajudar a aprimorar modelos de cometas interestelares.
O 3I/ATLAS continua sob monitoramento global, oferecendo uma oportunidade rara para estudar a composição e o comportamento de um objeto que veio de fora do Sistema Solar. Sua passagem evidencia como fenômenos naturais podem surpreender e desafiar o conhecimento atual, mantendo a atenção de astrônomos e entusiastas ao redor do mundo.
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